Além da questão envolvendo a Síria, outra fato preocupa os israelenses. Mesmo que dê uma resposta para as propostas do presidente iraniano, Hassan Rouhani, o governo do presidente norte-americano, Barack Obama, está trabalhando para reassegurar às autoridades israelenses que não haverá afrouxamento das sanções sobre Teerã, a não ser que o país tome medidas reais para limitar seu programa nuclear, disseram fontes dos Estados Unidos e da diplomacia. DIÁLOGO As discussões internas que ocorreram em vários níveis entre Washington e Israel aparentemente tinham o objetivo de acalmar os temores do Estado judaico de que os EUA poderiam se mover precipitadamente na direção da reaproximação com o Irã, em um momento no qual Israel ainda questiona a disposição norte-americana em permanecer aberta para uma ação militar contra os iranianos. Mas, com base nos últimos comentários de autoridades israelenses, a Casa Branca tem pela frente tempos difíceis na tentativa de resolver esse pressentimento. A polêmica entre Israel e EUA ocorre porque Rouhani mostrou uma série de gestos favoráveis em relação aos Estados Unidos, preparando inclusive uma viagem a Nova York para seu primeiro discurso na ONU (Organização das Nações Unidas) na terça-feira, além da tentadora possibilidade de se encontrar com Obama face a face. OBAMA Em comentários públicos, Obama e seus assessores têm mostrado cautela para não acolher Rouhani sem algumas reservas. Mas o governo dos EUA deixou claro que está preparado para testar as intenções iranianas em buscar uma solução diplomática para a longa polêmica nuclear do país com o Ocidente. "Faremos julgamentos baseados nas ações do governo iraniano, não simplesmente nas palavras", afirmou na sexta-feira o vice-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, numa possível prévia do discurso de Obama na Assembleia Geral da ONU, horas antes de Rouhani assumir o mesmo lugar para se pronunciar.