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MUNDO
Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014, 19h:59

EUA/GOVERNO

Aprovação de orçamento e evita paralisação

A medida aprovada garantirá o financiamento de todas as agências do governo até setembro de 2015, exceto o Departamento de Segurança Nacional

A Câmara dos Representantes dos EUA (equivalente à Câmara dos Deputados) aprovou na noite de quinta-feira um orçamento de US$ 1,01 trilhão para financiar as despesas do governo federal até outubro de 2015. A aprovação ocorre a apenas duas horas da expiração do atual e evita uma paralisação administrativa como a ocorrida no ano passado. Com 219 votos a favor e 206 contra, a Câmara - controlada pelos republicanos - aprovou o projeto que agora segue para o Senado, que deve votá-lo hoje. Neste período, uma extensão técnica de dois dias evitará a paralisação da máquina federal. O presidente Barack Obama disse que sancionará a lei, apesar da oposição de numerosos membros do Partido Democrata. "Se o presidente tivesse redigido a lei, seria muito diferente", admitiu o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. Os democratas protestaram contra a inclusão, de última hora, de duas medidas muito polêmicas ao texto da lei: uma que ameniza a regulamentação imposta aos bancos com base na reforma financeira Dodd-Frank de 2010, que envolve derivativos, e outra que amplia de forma substancial o limite de doações individuais aos partidos políticos. Republicanos mais conservadores do Tea Party, por sua vez, queriam forçar a paralisação administrativa em represália pela regularização por decreto de mais de 5 milhões de imigrantes ilegais. A medida aprovada garantirá o financiamento de todas as agências do governo até setembro de 2015, exceto o Departamento de Segurança Nacional (com jurisdição em imigração), que estará coberto até 27 de fevereiro, devido a um mecanismo denominado "resolução contínua", que expira nessa data. A lei orçamentária, de 1.603 páginas, inclui uma verba de US$ 5,4 bilhões para conter o surto de ebola na África, assim como US$ 64 bilhões para operações militares no exterior, entre elas a luta contra o Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque e a ajuda aos países europeus que enfrentam a ameaça da Rússia. No total, estão previstos US$ 521 bilhões em gastos militares e US$ 492 bilhões para as agências federais, e o orçamento não inclui valores adicionais para a reforma da saúde de Obama.

Edição EDIÇÃO 16960




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