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MUNDO
Segunda-feira, 09 de Maio de 2011, 21h:00

BIN LADEN

Americanos rejeitam se desculpar por ação

Al Qaeda do Iraque promete apoio a ”número 2” e ameaça ataques. O ministro paquistanês do Interior, Rehman Malik, diz que só soube da operação 15 minutos antes

O braço iraquiano da Al Qaeda prometeu apoio a Ayman al Zawahiri - o "número dois" da rede terrorista - e disse que pretende cometer atentados para vingar a morte de Osama Bin Laden. Em nota divulgada ontem em um fórum islâmico na internet, o califa do Estado Islâmico do Iraque (EII), Abu Baker al Baghdadi al Husseini al Qurashi, lamentou a morte de Bin Laden, durante uma ação militar dos EUA no Paquistão. Zawahiri, um médico egípcio, conheceu Bin Laden na década de 1980 no Paquistão, onde ambos davam apoio aos guerrilheiros que combatiam os soviéticos no Afeganistão. Seu paradeiro atual é desconhecido. Em outra nota, o EII assumiu a responsabilidade por um atentado contra um prédio da polícia na localidade xiita de Hilla, onde mais de 20 pessoas morreram. REJEITAM Os Estados Unidos afirmaram que não há motivos para se desculpar pela operação secreta de um comando militar que matou Osama bin Laden no Paquistão. A declaração veio horas depois do primeiro-ministro paquistanês criticar o "unilateralismo" da ação americana "Não nos desculpamos pela decisão que o presidente [Barack Obama] tomou", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, ressaltando que Washington levou a sério as queixas do Paquistão. Ele afirmou que Obama estava convencido de que tinha o "direito e o dever" de ordenar o ataque, realizado por uma equipe de elite da Marinha americana. Carney lembrou ainda que o presidente prometeu ainda na campanha que iria agir para pegar Bin Laden no Paquistão, se necessário. COOPERAÇÃO Carney também afirmou que os Estados Unidos ainda estão buscando cooperação de Islamabad para ter acesso às três viúvas do líder da Al Qaeda que se encontram sob custódia do Paquistão e podem ter informações vitais sobre o grupo terrorista. "Nós acreditamos que é muito importante manter uma relação de cooperação com o Paquistão, precisamente porque é de nosso interesse de segurança nacional fazê-lo", disse Carney em entrevista a jornalistas. O ministro paquistanês do Interior, Rehman Malik, afirmou ontem que soube da operação dos Estados Unidos que matou o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, apenas 15 minutos após seu início. "Soube da operação militar americana nos primeiros 15 minutos, mas não tinha nem ideia que tinha este objetivo", disse Malik, em entrevista divulgada pela rede de televisão árabe Al Arabiya. Pouco depois da revelação da operação, o Paquistão se viu sob duras críticas dentro e fora do país por não ter percebido a presença do homem mais procurado do mundo tão próximo de sua capital e, ainda pior, a menos de um km de uma academia militar.

Edição EDIÇÃO 16968




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