O Departamento de Estado justificou o alerta ao lembrar que no passado as organizações terroristas escolheram datas importantes para realizar seus atentados
O Departamento de Estado norte-americano emitiu ontem um alerta mundial sobre o 10º aniversário dos atentados de 11 de Setembro, pedindo aos cidadãos dos Estados Unidos que vivem fora do país ou viajam pelo exterior permaneçam vigilantes. O departamento disse que não identificou qualquer "ameaça específica" sobre a possibilidade de ataques, mas que a Al-Qaeda e suas afiliadas "demonstraram intenção e capacidade de realizar ataques" contra os EUA e seus interesses. Um "alerta mundial de viagens" foi emitido para o dia em que os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono completam dez anos. Embora o governo tenha ampliado as medidas de segurança no país devido à data, o Departamento de Estado explicou que no passado as organizações terroristas escolheram datas importantes para realizar seus atentados, motivo pelos quais emitiu o alerta. "As organizações terroristas planejaram ataques para coincidir com datas importantes no calendário", agrega o comunicado. O aviso se soma a outro já emitido pelo Departamento de Estado em 26 de julho de 2011, que pedia aos cidadãos americanos no exterior que se mantivessem vigilantes ante possíveis ataques terroristas depois da morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, no início de maio. O alerta então emitido tem validade até janeiro de 2012. Ontem, a secretária americana de Segurança Interna, Janet Napolitano, disse que não havia informações de inteligência convincentes de que a Al-Qaeda estaria planejando um ataque no aniversário de dez anos do 11 de Setembro. "Apesar de não haver inteligência específica ou convincente de que a Al-Qaeda e suas afiliadas estariam planejando ataques contra os Estados Unidos para coincidir com o 10º aniversário do 11 de Setembro, permanecemos em um estado mais elevado de vigilância e medidas de segurança estão em vigor para detectar e prevenir planos contra os Estados Unidos, caso surjam", disse ela em comunicado. Foi um dia em que o inimaginável se tornou real. Em 11 de setembro de 2001, em uma manhã de céu azul, aviões comerciais destruíram as Torres Gêmeas do World Trade Center e uma das paredes do Pentágono. No total, 2.977 pessoas morreram no maior ataque da história dos Estados Unidos, que incluiu ainda um avião que caiu em um campo na Pensilvânia. TERROR Os americanos descobriram atônitos a força sem precedentes de um inimigo sem rosto. Os ecos deste dia trágico irradiaram para diversos setores do governo e da sociedade e transformou o conceito de ameaça e segurança no mundo do século 21. Washington reagiu e lançou o país em uma caçada aos responsáveis que foi das remotas vilas montanhosas do Afeganistão aos desertos do Iraque. Na chamada "guerra ao terror" inaugurada pelo republicano George W. Bush, o custo foi alto e a conta é paga até os dias de hoje.