NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

MUNDO
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008, 20h:56

CONFRONTOS

Ações deixam centenas de mortos em Bagdá

Segundo comunicado, 925 pessoas morreram e 2.605 ficaram feridas desde o início dos combates em Sadr City no fim do mês de março

Os confrontos entre rebeldes xiitas e as forças iraquianas e americanas em Sadr City, bairro pobre de Bagdá que é reduto da milícia leal ao clérigo xiita Moqtada al Sadr, deixaram centenas de mortos e milhares de feridos, segundo informações divulgadas ontem. No entanto, os números de pessoas mortas desde o início dos combates divulgados por oficiais do governo iraquiano não coincidem. De acordo com o porta-voz civil do plano de segurança da capital iraquiana, Tahsin Cheijli, ao menos 925 pessoas morreram e 2.605 ficaram feridas desde o início dos combates em Sadr City no fim do mês de março. "Houve 925 mártires em Sadr City e outras 2.605 pessoas foram feridas desde 25 de março nos combates que prosseguem. As autoridades estão proporcionando os devidos cuidados", disse Cheijli. O porta-voz não detalhou o número de civis e combatentes entre as vítimas. Mais cedo, o Ministério do Interior iraquiano havia informado que ao menos 321 pessoas morreram e 834 ficaram feridas durante o mês de abril nos confrontos entre as forças iraquianas e americanas e a milícia xiita em Sadr City. Os números também não correspondem ao oferecido na semana passada por um deputado iraquiano alinhado a Al Sadr. Segundo ele, foram registradas 400 mortes desde o final de março. Os combates envolvem o Exército Mehdi, milícia liderada por Al Sadr, contra as tropas iraquianas e unidades militares dos EUA na área, que tem quase 2 milhões de habitantes. O governo iraquiano e o comando americano afirmam que a meta da operação é impor a autoridade do Estado na área e insistem para que os arsenais das milícias passem ao controle do governo. Os sadristas acusam o governo do primeiro-ministro Nuri al Maliki e as tropas dos EUA de querer debilitar e até eliminar a milícia antes das eleições de outubro. ABRIL O anúncio da morte de mais dois soldados dos Estados Unidos no Iraque ontem tornou abril o pior mês para as tropas americanas no país desde setembro de 2007, com o registro de ao menos 46 militares mortos. O balanço deste mês é o maior desde setembro, quando 65 soldados dos EUA morreram no Iraque, de acordo com os cálculos do icasualties.org, um site independente que acompanha as mortes entre os militares. Apesar disso, o número ainda é bem menor que o registrado em abril de 2007, quando 104 membros do serviço dos EUA foram mortos no país.

Edição EDIÇÃO 16969




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL