MUNDO
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013, 21h:29
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IMPASSE
Abbas não aceita renuncia de negociadores palestinos
Os representantes palestinos nas negociações de paz com Israel apresentaram a sua demissão ao presidente Mahmoud Abbas, que não aceitou, anunciaram ontem fontes concordantes. "Nós apresentamos a nossa renúncia, toda a delegação palestina, devido ao aumento da colonização e da falta de esperança em alcançar resultados", declarou à AFP o negociador Mohammad Chtayyeh. "Até o momento, o presidente Abbas não aceitou nossa demissão e é ele que tem a autoridade para decidir", explicou Chtayyeh, acrescentando que os pedidos de renúncia foram apresentados por escrito e assinados. Outro membro da delegação confirmou a renúncia, observando que "o presidente Abbas tem muitas opções." "Ele pode negar ou aceitar e nomear uma nova equipe, ou solicitar um novo mecanismo de negociação", disse, referindo-se a negociações indiretas sob mediação dos Estados Unidos. O chefe da delegação, Saeb Erekat, está entre os que pediram demissão, segundo as fontes. Em entrevista transmitida terça-feira à noite pelo canal de televisão egípcio CBC, Abbas disse que os negociadores haviam apresentado sua renúncia, dizendo que não tinha aceitado ainda. De acordo com Chtayyeh, "o governo de Israel tem total responsabilidade pelo fracasso das negociações por causa da contínua colonização". ISRAEL RECUA Em meio a uma crise diplomática com os Estados Unidos, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se viu obrigado a voltar atrás em um projeto de colonização para não contrariar a comunidade internacional e convencer o mundo a endurecer sua atitude em relação ao Irã. O primeiro-ministro israelense precisou desautorizar publicamente na terça-feira seu ministro da Habitação, Uri Ariel, que anunciou sem coordenação prévia um projeto para construir 20 mil casas nas colônias da Cisjordânia ocupada, um número recorde. O anúncio do ministro, um líder do partido de extrema-direita Casa Judaica, próximo às organizações de colonos, foi duramente criticado pelos Estados Unidos, que consideram a colonização ilegítima. Os palestinos ameaçaram, por sua vez, abandonar as negociações de paz com Israel.