ILUSTRADO
Segunda-feira, 03 de Agosto de 2009, 20h:57
A
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VEM AÍ
Videoclipe Mandala
No próximo dia 8, no Cine Teatro, a hora e a vez da negritude musical, com direito a diferentes influências e pegadas. Vai lá, gente boa
Cultuar as origens e conservar as tradições, mesmo que se incorporando a outras. Uma postura assumida pela banda Mandala Soul, que é fiel à negritude, à alma black, mas passiva de mutações. Quem quiser conferir que dê uma passadinha no Cine Teatro de Cuiabá, no próximo dia 8, a partir das 20:30, para presenciar o lançamento do vídeo clipe Mandala Soul. Mandala é povo brasileiro. É fruto de raças e sua composição não poderia ser diferente, tem sete inspirações. O vocalista Anselmo Parabá tem inclinação ao som brazuca, especialmente aqueles com características folclóricas, com selo popular. Já Éder Uchoa, o baterista, é cria do fusion, mutante como ele só. Pesando a mão na groovera, no contrabaixo o caçula Wellington Andrade esbraveja MPB, enquanto Danilo Bareiro, na guitarra, dedilha o mais visceral rock e blues. E o brilho na banda fica por conta do trio de metais, com Phelipe Sabo (Sax Barítono, alto e flauta), Fagner Cerqueira(Sax tenor), sob a regência de Toni Maia(Trompete). Cada um com suas influências coroa com a mesma reverência a black music. Se o ritmo faz viajar?, não há dúvidas que a banda Mandala Soul deu um giro no Arco da Lapa para saciar sua sede na fonte da soul music brasileira e num passe de mágica viu-se de pés dançantes fincados em solo cuiabano, e ainda, com a benção do tradicional padroeiro dos negros, São Benedito. Para traduzir o astral da banda, nada como curtir um Som de Black. Foi aí que descobriu-se qual seria o norte da Mandala Soul e onde é que isso tudo ainda pode dar. O black vai crescendo / sua tendência assumindo / A cor negra tá no sangue / A galera tá pedindo o som de black?. E está mesmo. A banda, afinal, é a única dedicada inteiramente a esse estilo. Melhor, é referência Estadual. Vídeo Clipe Vibração Vibração foi a música escolhida pela Banda para gravação do seu primeiro vídeo clipe, justamente por ser a música que relata este mundo do Cotidiano Black Cuiabano, o clipe foi gravado em uma cena de descontração geral e com envolvimento de populares de um dos locais mais populares de Cuiabá, O Mercado do Porto, a direção foi de Leonardo Santana e Paulo Traven (Terra do Sol) e a produção de Elaine Santos, além da participação de DJ Spinha, DSoul. (com assessoria)