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Cuiabá MT, Sábado, 06 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 06 de Junho de 2026, 05h:54

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Veja dicas para assistir nas plataformas digitais

Muitas novidades no serviço streaming. Destacamos cinco delas para serem assistidas quando, onde e como quiser. Bom divertimento.

JUAREZ COMPERTINO
Especial para o DIÁRIO

O JOGO DO PREDADOR - Cinco meses após perder o marido durante uma escalada na Noruega, Sasha (Charlize Theron) decide recarregar as energias remando de caiaque em um rio australiano. Enquanto procura um ponto de partida para sua jornada, ela conhece Ben (Taron Egerton), que sugere uma rota. Após o primeiro dia remando, ela encontra o sujeito novamente na margem do rio, mas ele logo revela sua verdadeira natureza: um psicopata canibal. O suspense se instala com um jogo mortal perturbador em ritmo de alta tensão. Ainda que completamente genérico, sem conteúdo relevante, baseado na fórmula presa+caçador+ambiente, o thriller de ação do diretor Baltasar Kormákur não tenta reinventar a roda e aí está o seu mérito. Brilhantemente estruturado desde a cena de abertura e habilmente conduzida pela natureza selvagem australiana, o filme prioriza a adrenalina com ação ininterrupta de fazer o espectador dar pulos de sustos durante o desenrolar da trama. Sólido, empolgante, revigorante. NETFLIX

 

13 DIAS, 13 NOITES - Em 15 de agosto de 2021, enquanto as tropas americanas se retiravam do Afeganistão, os Talibãs avançavam em direção à cidade de Cabul. No meio do colapso, o comandante Mohamed Bida (Roschdy Zem) e seus homens de confiança assumem a segurança da embaixada francesa, uma das últimas representações diplomáticas ocidentais ainda em funcionamento. Ao longo de 13 dias e noites, perante o abandono de centenas de civis e colaboradores locais, os funcionários da embaixada tentam controlar o medo e organizar uma retirada até o aeroporto internacional de Hamid Karzai. Encurralado no interior daquele refúgio improvisado, Bida tenta negociar com os Talibãs uma forma de escapar de Cabul no último avião disponível. Como transformar um drama histórico em uma lição universal? Se concentrando no humano, o cineasta Martin Bourboulon une a força das imagens à profundidade das emoções dos personagens sobre decisão, responsabilidade e empatia com cenas eletrizantes em que tudo pode explodir a qualquer momento captando com precisão e vibrações as convulsões do mundo contemporâneo. PRIME VÍDEO

 

ACOMPANHANTE PERFEITA - Iris (Sophie Thatcher) e seu namorado Josh (Jack Quaid), são convidados para um fim de semana na propriedade isolada de um homem rico, mas as coisas rapidamente tomam um rumo inesperado quando a jovem se vê forçada a cometer um ato de violência. Como se o sangue em seu vestido não fosse ruim o suficiente, ela também é obrigada a encarar uma verdade surpreendente sobre si mesma: ela não é humana, mas sim uma robô de companhia. O roteirista e diretor Drew Hancock cria uma história violenta de descobertas e mortes, mas o faz com humor genuíno, roteiro inteligente e reviravoltas satisfatórias neste conto sobre a autoconsciência de um robô. Simples, mas bem elaborado, é um thriller eficaz e muito desconfortável que exala o futuro e serve como alerta. Surpreendente, emocionante e divertido do começo ao fim. HBO MAX

 

NUREMBERG - O drama do diretor James Vanderbilt revisita a história criminal dos nazistas abordando os bastidores dos históricos julgamentos de Nuremberg, em 1945. A trama foca no psiquiatra americano Douglas Kelley (Rami Malek, exagerado na interpretação da perda de inocência do personagem), encarregado de avaliar a sanidade de 22 lideres nazistas, e em confronto psicológico com Hermann Göring (Russel Crowe, em atuação eficaz, ameaçador e perversamente carismatico), braço direito de Hitler, enquanto os Aliados buscam responsabilizá-los pelo Holocausto. O roteiro reforça a idéia de que a ascensão do nazismo não foi uma aberração, mas sim uma exploração astuta dos medos, fraquezas e preconceitos que ainda afligem a raça humana. Construindo como um teatro político de gestos amplificados, diálogos arrogantes e vaidosos e confrontos verbais em tom solene aborda o momento histórico crucial com aparente seriedade, mas sucumbe ao espetáculo, impedindo o filme de explorar plenamente a complexidade do tema. Vale assistir, sendo até fascinantes em alguns momentos, mas raramente inquietante. PRIME VÍDEO

 

ME AMA COM TERNURA - A advogada Clémence (Vicky Krieps, magnética) decide colocar um fim no seu casamento e abrir o coração para seu marido, assumindo que está vivendo novos amores, principalmente com mulheres. Em resposta, ele resolve punir ela de forma cruel, tentando tomar a guarda do seu filho e proibindo ela até mesmo de vê-lo. Agora, diante da situação, Clémence precisa lutar pela sua maternidade e, principalmente, pelo seu direito enquanto mulher moderna de ser livre, podendo escolher a si mesma em uma jornada repleta de amor. Sem jamais cair no melodrama e com extrema contenção, o filme da cineasta Anna Cazenave Cambet se desenrola como um conto kafkiano de uma mulher presa em protocolos, decisões judiciais, processos e atrasos, enquanto seu amor pelo filho se transforma em uma espécie de afeto cauteloso. A genialidade do roteiro não julga nem prega interpretações, simplesmente apresenta os fatos. Intenso, cru e, às vezes, desconfortável, é mais do que um entretenimento superficial. Uma jóia delicada. RESERVA IMOVISION

 


Edição edição 16957




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Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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