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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Segunda-feira, 01 de Junho de 2015, 20h:16

AML

Uma linda posse!

Tomou posse, no último dia 29 de maio, a acadêmica Olga Maria Castrillon Mendes que assumiu a Cadeira 15 que foi de Natalino Ferreira Mendes, o pai. Ambos escritores, de conceituada família cacerense, enriquecem a Academia Mato-Grossense de Letras com obras literárias e pesquisas de inestimável valor. O acadêmico Moisés Mendes Martins Júnior foi o responsável pelo discurso de recepção da nova sócia da AML. Olga Maria Castrillon Mendes entrou no salão conduzida pelos acadêmicos Benedito Pedro Dorileo, Nilza Queiróz Freire e Elizabeth Madureira Siqueira. A nova acadêmica foi efusivamente festejada pelos colegas e pelo público presente que lotou o salão nobre da Casa Barão de Melgaço. Olga Maria Castrillon Mendes usou a pelerine do próprio pai Natalino Ferreira Mendes, aposta pelo acadêmico José Cidalino Carrara. Marta Cocco: reconhecida pelo trabalho! A acadêmica de letras Marta Cocco recebeu na Câmara Municipal de Tangará de Serra o justo reconhecimento por seu trabalho como educadora de ensino superior, em programas de pós-graduação. Marta tem a literatura voltada para a poesia sofisticada, ao mesmo tempo em que transita pelo mundo do imaginário infantil. Abertura da Solenidade de Posse de Olga Maria Castrillon Mendes A eleição de Olga Maria Castrillon Mendes foi uma mostra do poder da convergência. Com ela, convergem para a Academia Mato-Grossense de Letras a trajetória nos estudos universitários, as seculares tradições cacerenses e a memória do encantador intelectual Natalino Ferreira Mendes a nos lembrar do nosso compromisso de enxergar valores em toda a vastidão do Estado de Mato Grosso. Portanto, para além da própria acadêmica, estão contemplados pelo sufrágio nela valores que a Academia de Letras quer perpetuar: a um só tempo, a elegância e a ética de um homem exemplar e o acolhimento intelectual de todas as regiões mato-grossenses. Nosso abecedário acadêmico será cada vez mais ampliado para outras regiões a depender do nosso esforço para abraçar a literatura de todos os recantos deste Estado continental. Nossa tradição não prevê vaga hereditária. Não foi, não é e nem será esse o critério. A eleição nesta Academia é livre, é íntegra e dá-se pelo mérito. Aqui não prospera pressão de nenhum tipo, mormente as plantadas em notas vulgares que acabam por se voltar contra os semeadores de cizânia. É questão de tempo para que o nosso colegiado unido e harmônico prove com ações concretas a incoerência desse tipo de expediente. Ao contrário de disputas tradicionais, convém anotar que nunca fomos traídos por gente com berço verdadeiro. O filho do acadêmico Nilo Póvoas foi Lenine de Campos Póvoas, nosso presidente; o filho do acadêmico Estevão de Mendonça foi o querido Rubens de Mendonça, secretário perpétuo desta Academia, o filho de Olegário de Barros, João Moreira de Barros, contribuiu da mesma forma que o filho de Virgílio Alves Correa Filho, Virgílio Correa Neto e, mais recentemente, a filha de nosso presidente Gervásio Leite, acadêmica Marília Beatriz de Figueiredo Leite haverá de coordenar o centenário vindouro. Como se vê, há casos em que o mérito suplanta o indivíduo e passa a ser da família que batalha pela cultura, legando a literatura de uma geração à outra. Sobrenomes limpos de quaisquer acusações que orgulham Mato Grosso. A dança do tempo na Casa Barão de Melgaço não só imortaliza as obras dos colegas, como sublinha a contribuição de famílias na sofrida empreitada pelo conhecimento num Estado distante e, por vezes, esquecido. É o caso dos Ferreira Mendes. De 1983 a 1986, Olga Maria Castrillon Mendes foi diretora geral do Instituto de Ensino Superior de Cáceres, o que viria ser a atual Universidade do Estado de Mato Grosso, professora e escritora. Não só temos a honra de receber a filha de Natalino Ferreira Mendes; abraçamos uma sucessora da mesma estirpe e estatura, gente que merece estar numa academia pela produção, pela elegância, pela conduta pessoal, enfim. Olga Castrillon Mendes é daquelas pessoas que engrandecem quaisquer instituições das quais fazem parte e, certamente, contribuirá na Casa Barão de Melgaço com a excelência do próprio trabalho. É certo que a Academia de Letras não é faculdade. Nem quer ser. Será forte ao incluir diversas manifestações da escrita e imbatível ao não excluir nenhum estilo. No nosso caso, temos a felicidade de ostentar dois escritores que também contribuíram com o universo científico: Benedito Pedro Dorileo, cofundador da UFMT e agora, Olga Maria Castrillon Mendes, cofundadora da UNEMAT, reitores que promoveram a democratização do conhecimento onde antes a formação profissional demandava longas viagens e despesas. Reitor vem do latim rector – líder. Auxiliaram na republicanização desta província pela força do mérito, longe das fantasiosas aristocracias. Os reitores apontam para igualdade de oportunidades por meio do concurso público. Esse legado favorece a civilização, a república, a democracia brasileira e ensina moralidade e impessoalidade em regiões onde poderia prosperar o compadrio. Na noite de hoje temos a mais genuína prova do sufrágio livre desta Academia de Letras que escolheu demonstrar em Olga Maria Castrillon Mendes que a liberdade, o estudo e a classe valem a pena. Ajude-nos a dar essa lição àqueles que mais precisam dela, queri Uma linda posse! Tomou posse, no último dia 29 de maio, a acadêmica Olga Maria Castrillon Mendes que assumiu a Cadeira 15 que foi de Natalino Ferreira Mendes, o pai. Ambos escritores, de conceituada família cacerense, enriquecem a Academia Mato-Grossense de Letras com obras literárias e pesquisas de inestimável valor. O acadêmico Moisés Mendes Martins Júnior foi o responsável pelo discurso de recepção da nova sócia da AML. Olga Maria Castrillon Mendes entrou no salão conduzida pelos acadêmicos Benedito Pedro Dorileo, Nilza Queiróz Freire e Elizabeth Madureira Siqueira. A nova acadêmica foi efusivamente festejada pelos colegas e pelo público presente que lotou o salão nobre da Casa Barão de Melgaço. Olga Maria Castrillon Mendes usou a pelerine do próprio pai Natalino Ferreira Mendes, aposta pelo acadêmico José Cidalino Carrara. Marta Cocco: reconhecida pelo trabalho! A acadêmica de letras Marta Cocco recebeu na Câmara Municipal de Tangará de Serra o justo reconhecimento por seu trabalho como educadora de ensino superior, em programas de pós-graduação. Marta tem a literatura voltada para a poesia sofisticada, ao mesmo tempo em que transita pelo mundo do imaginário infantil. Abertura da Solenidade de Posse de Olga Maria Castrillon Mendes A eleição de Olga Maria Castrillon Mendes foi uma mostra do poder da convergência. Com ela, convergem para a Academia Mato-Grossense de Letras a trajetória nos estudos universitários, as seculares tradições cacerenses e a memória do encantador intelectual Natalino Ferreira Mendes a nos lembrar do nosso compromisso de enxergar valores em toda a vastidão do Estado de Mato Grosso. Portanto, para além da própria acadêmica, estão contemplados pelo sufrágio nela valores que a Academia de Letras quer perpetuar: a um só tempo, a elegância e a ética de um homem exemplar e o acolhimento intelectual de todas as regiões mato-grossenses. Nosso abecedário acadêmico será cada vez mais ampliado para outras regiões a depender do nosso esforço para abraçar a literatura de todos os recantos deste Estado continental. Nossa tradição não prevê vaga hereditária. Não foi, não é e nem será esse o critério. A eleição nesta Academia é livre, é íntegra e dá-se pelo mérito. Aqui não prospera pressão de nenhum tipo, mormente as plantadas em notas vulgares que acabam por se voltar contra os semeadores de cizânia. É questão de tempo para que o nosso colegiado unido e harmônico prove com ações concretas a incoerência desse tipo de expediente. Ao contrário de disputas tradicionais, convém anotar que nunca fomos traídos por gente com berço verdadeiro. O filho do acadêmico Nilo Póvoas foi Lenine de Campos Póvoas, nosso presidente; o filho do acadêmico Estevão de Mendonça foi o querido Rubens de Mendonça, secretário perpétuo desta Academia, o filho de Olegário de Barros, João Moreira de Barros, contribuiu da mesma forma que o filho de Virgílio Alves Correa Filho, Virgílio Correa Neto e, mais recentemente, a filha de nosso presidente Gervásio Leite, acadêmica Marília Beatriz de Figueiredo Leite haverá de coordenar o centenário vindouro. Como se vê, há casos em que o mérito suplanta o indivíduo e passa a ser da família que batalha pela cultura, legando a literatura de uma geração à outra. Sobrenomes limpos de quaisquer acusações que orgulham Mato Grosso. A dança do tempo na Casa Barão de Melgaço não só imortaliza as obras dos colegas, como sublinha a contribuição de famílias na sofrida empreitada pelo conhecimento num Estado distante e, por vezes, esquecido. É o caso dos Ferreira Mendes. De 1983 a 1986, Olga Maria Castrillon Mendes foi diretora geral do Instituto de Ensino Superior de Cáceres, o que viria ser a atual Universidade do Estado de Mato Grosso, professora e escritora. Não só temos a honra de receber a filha de Natalino Ferreira Mendes; abraçamos uma sucessora da mesma estirpe e estatura, gente que merece estar numa academia pela produção, pela elegância, pela conduta pessoal, enfim. Olga Castrillon Mendes é daquelas pessoas que engrandecem quaisquer instituições das quais fazem parte e, certamente, contribuirá na Casa Barão de Melgaço com a excelência do próprio trabalho. É certo que a Academia de Letras não é faculdade. Nem quer ser. Será forte ao incluir diversas manifestações da escrita e imbatível ao não excluir nenhum estilo. No nosso caso, temos a felicidade de ostentar dois escritores que também contribuíram com o universo científico: Benedito Pedro Dorileo, cofundador da UFMT e agora, Olga Maria Castrillon Mendes, cofundadora da UNEMAT, reitores que promoveram a democratização do conhecimento onde antes a formação profissional demandava longas viagens e despesas. Reitor vem do latim rector – líder. Auxiliaram na republicanização desta província pela força do mérito, longe das fantasiosas aristocracias. Os reitores apontam para igualdade de oportunidades por meio do concurso público. Esse legado favorece a civilização, a república, a democracia brasileira e ensina moralidade e impessoalidade em regiões onde poderia prosperar o compadrio. Na noite de hoje temos a mais genuína prova do sufrágio livre desta Academia de Letras que escolheu demonstrar em Olga Maria Castrillon Mendes que a liberdade, o estudo e a classe valem a pena. Ajude-nos a dar essa lição àqueles que mais precisam dela, querida confreira.da confreira.

Edição EDIÇÃO 16966




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