ILUSTRADO
Segunda-feira, 01 de Junho de 2015, 20h:16
A
A
AML
Uma linda posse!
Tomou posse, no último dia 29 de maio, a acadêmica Olga Maria Castrillon Mendes que assumiu a Cadeira 15 que foi de Natalino Ferreira Mendes, o pai. Ambos escritores, de conceituada família cacerense, enriquecem a Academia Mato-Grossense de Letras com obras literárias e pesquisas de inestimável valor. O acadêmico Moisés Mendes Martins Júnior foi o responsável pelo discurso de recepção da nova sócia da AML. Olga Maria Castrillon Mendes entrou no salão conduzida pelos acadêmicos Benedito Pedro Dorileo, Nilza Queiróz Freire e Elizabeth Madureira Siqueira. A nova acadêmica foi efusivamente festejada pelos colegas e pelo público presente que lotou o salão nobre da Casa Barão de Melgaço. Olga Maria Castrillon Mendes usou a pelerine do próprio pai Natalino Ferreira Mendes, aposta pelo acadêmico José Cidalino Carrara. Marta Cocco: reconhecida pelo trabalho! A acadêmica de letras Marta Cocco recebeu na Câmara Municipal de Tangará de Serra o justo reconhecimento por seu trabalho como educadora de ensino superior, em programas de pós-graduação. Marta tem a literatura voltada para a poesia sofisticada, ao mesmo tempo em que transita pelo mundo do imaginário infantil. Abertura da Solenidade de Posse de Olga Maria Castrillon Mendes A eleição de Olga Maria Castrillon Mendes foi uma mostra do poder da convergência. Com ela, convergem para a Academia Mato-Grossense de Letras a trajetória nos estudos universitários, as seculares tradições cacerenses e a memória do encantador intelectual Natalino Ferreira Mendes a nos lembrar do nosso compromisso de enxergar valores em toda a vastidão do Estado de Mato Grosso. Portanto, para além da própria acadêmica, estão contemplados pelo sufrágio nela valores que a Academia de Letras quer perpetuar: a um só tempo, a elegância e a ética de um homem exemplar e o acolhimento intelectual de todas as regiões mato-grossenses. Nosso abecedário acadêmico será cada vez mais ampliado para outras regiões a depender do nosso esforço para abraçar a literatura de todos os recantos deste Estado continental. Nossa tradição não prevê vaga hereditária. Não foi, não é e nem será esse o critério. A eleição nesta Academia é livre, é íntegra e dá-se pelo mérito. Aqui não prospera pressão de nenhum tipo, mormente as plantadas em notas vulgares que acabam por se voltar contra os semeadores de cizânia. É questão de tempo para que o nosso colegiado unido e harmônico prove com ações concretas a incoerência desse tipo de expediente. Ao contrário de disputas tradicionais, convém anotar que nunca fomos traídos por gente com berço verdadeiro. O filho do acadêmico Nilo Póvoas foi Lenine de Campos Póvoas, nosso presidente; o filho do acadêmico Estevão de Mendonça foi o querido Rubens de Mendonça, secretário perpétuo desta Academia, o filho de Olegário de Barros, João Moreira de Barros, contribuiu da mesma forma que o filho de Virgílio Alves Correa Filho, Virgílio Correa Neto e, mais recentemente, a filha de nosso presidente Gervásio Leite, acadêmica Marília Beatriz de Figueiredo Leite haverá de coordenar o centenário vindouro. Como se vê, há casos em que o mérito suplanta o indivíduo e passa a ser da família que batalha pela cultura, legando a literatura de uma geração à outra. Sobrenomes limpos de quaisquer acusações que orgulham Mato Grosso. A dança do tempo na Casa Barão de Melgaço não só imortaliza as obras dos colegas, como sublinha a contribuição de famílias na sofrida empreitada pelo conhecimento num Estado distante e, por vezes, esquecido. É o caso dos Ferreira Mendes. De 1983 a 1986, Olga Maria Castrillon Mendes foi diretora geral do Instituto de Ensino Superior de Cáceres, o que viria ser a atual Universidade do Estado de Mato Grosso, professora e escritora. Não só temos a honra de receber a filha de Natalino Ferreira Mendes; abraçamos uma sucessora da mesma estirpe e estatura, gente que merece estar numa academia pela produção, pela elegância, pela conduta pessoal, enfim. Olga Castrillon Mendes é daquelas pessoas que engrandecem quaisquer instituições das quais fazem parte e, certamente, contribuirá na Casa Barão de Melgaço com a excelência do próprio trabalho. É certo que a Academia de Letras não é faculdade. Nem quer ser. Será forte ao incluir diversas manifestações da escrita e imbatível ao não excluir nenhum estilo. No nosso caso, temos a felicidade de ostentar dois escritores que também contribuíram com o universo científico: Benedito Pedro Dorileo, cofundador da UFMT e agora, Olga Maria Castrillon Mendes, cofundadora da UNEMAT, reitores que promoveram a democratização do conhecimento onde antes a formação profissional demandava longas viagens e despesas. Reitor vem do latim rector líder. Auxiliaram na republicanização desta província pela força do mérito, longe das fantasiosas aristocracias. Os reitores apontam para igualdade de oportunidades por meio do concurso público. Esse legado favorece a civilização, a república, a democracia brasileira e ensina moralidade e impessoalidade em regiões onde poderia prosperar o compadrio. Na noite de hoje temos a mais genuína prova do sufrágio livre desta Academia de Letras que escolheu demonstrar em Olga Maria Castrillon Mendes que a liberdade, o estudo e a classe valem a pena. Ajude-nos a dar essa lição àqueles que mais precisam dela, queri Uma linda posse! Tomou posse, no último dia 29 de maio, a acadêmica Olga Maria Castrillon Mendes que assumiu a Cadeira 15 que foi de Natalino Ferreira Mendes, o pai. Ambos escritores, de conceituada família cacerense, enriquecem a Academia Mato-Grossense de Letras com obras literárias e pesquisas de inestimável valor. O acadêmico Moisés Mendes Martins Júnior foi o responsável pelo discurso de recepção da nova sócia da AML. Olga Maria Castrillon Mendes entrou no salão conduzida pelos acadêmicos Benedito Pedro Dorileo, Nilza Queiróz Freire e Elizabeth Madureira Siqueira. A nova acadêmica foi efusivamente festejada pelos colegas e pelo público presente que lotou o salão nobre da Casa Barão de Melgaço. Olga Maria Castrillon Mendes usou a pelerine do próprio pai Natalino Ferreira Mendes, aposta pelo acadêmico José Cidalino Carrara. Marta Cocco: reconhecida pelo trabalho! A acadêmica de letras Marta Cocco recebeu na Câmara Municipal de Tangará de Serra o justo reconhecimento por seu trabalho como educadora de ensino superior, em programas de pós-graduação. Marta tem a literatura voltada para a poesia sofisticada, ao mesmo tempo em que transita pelo mundo do imaginário infantil. Abertura da Solenidade de Posse de Olga Maria Castrillon Mendes A eleição de Olga Maria Castrillon Mendes foi uma mostra do poder da convergência. Com ela, convergem para a Academia Mato-Grossense de Letras a trajetória nos estudos universitários, as seculares tradições cacerenses e a memória do encantador intelectual Natalino Ferreira Mendes a nos lembrar do nosso compromisso de enxergar valores em toda a vastidão do Estado de Mato Grosso. Portanto, para além da própria acadêmica, estão contemplados pelo sufrágio nela valores que a Academia de Letras quer perpetuar: a um só tempo, a elegância e a ética de um homem exemplar e o acolhimento intelectual de todas as regiões mato-grossenses. Nosso abecedário acadêmico será cada vez mais ampliado para outras regiões a depender do nosso esforço para abraçar a literatura de todos os recantos deste Estado continental. Nossa tradição não prevê vaga hereditária. Não foi, não é e nem será esse o critério. A eleição nesta Academia é livre, é íntegra e dá-se pelo mérito. Aqui não prospera pressão de nenhum tipo, mormente as plantadas em notas vulgares que acabam por se voltar contra os semeadores de cizânia. É questão de tempo para que o nosso colegiado unido e harmônico prove com ações concretas a incoerência desse tipo de expediente. Ao contrário de disputas tradicionais, convém anotar que nunca fomos traídos por gente com berço verdadeiro. O filho do acadêmico Nilo Póvoas foi Lenine de Campos Póvoas, nosso presidente; o filho do acadêmico Estevão de Mendonça foi o querido Rubens de Mendonça, secretário perpétuo desta Academia, o filho de Olegário de Barros, João Moreira de Barros, contribuiu da mesma forma que o filho de Virgílio Alves Correa Filho, Virgílio Correa Neto e, mais recentemente, a filha de nosso presidente Gervásio Leite, acadêmica Marília Beatriz de Figueiredo Leite haverá de coordenar o centenário vindouro. Como se vê, há casos em que o mérito suplanta o indivíduo e passa a ser da família que batalha pela cultura, legando a literatura de uma geração à outra. Sobrenomes limpos de quaisquer acusações que orgulham Mato Grosso. A dança do tempo na Casa Barão de Melgaço não só imortaliza as obras dos colegas, como sublinha a contribuição de famílias na sofrida empreitada pelo conhecimento num Estado distante e, por vezes, esquecido. É o caso dos Ferreira Mendes. De 1983 a 1986, Olga Maria Castrillon Mendes foi diretora geral do Instituto de Ensino Superior de Cáceres, o que viria ser a atual Universidade do Estado de Mato Grosso, professora e escritora. Não só temos a honra de receber a filha de Natalino Ferreira Mendes; abraçamos uma sucessora da mesma estirpe e estatura, gente que merece estar numa academia pela produção, pela elegância, pela conduta pessoal, enfim. Olga Castrillon Mendes é daquelas pessoas que engrandecem quaisquer instituições das quais fazem parte e, certamente, contribuirá na Casa Barão de Melgaço com a excelência do próprio trabalho. É certo que a Academia de Letras não é faculdade. Nem quer ser. Será forte ao incluir diversas manifestações da escrita e imbatível ao não excluir nenhum estilo. No nosso caso, temos a felicidade de ostentar dois escritores que também contribuíram com o universo científico: Benedito Pedro Dorileo, cofundador da UFMT e agora, Olga Maria Castrillon Mendes, cofundadora da UNEMAT, reitores que promoveram a democratização do conhecimento onde antes a formação profissional demandava longas viagens e despesas. Reitor vem do latim rector líder. Auxiliaram na republicanização desta província pela força do mérito, longe das fantasiosas aristocracias. Os reitores apontam para igualdade de oportunidades por meio do concurso público. Esse legado favorece a civilização, a república, a democracia brasileira e ensina moralidade e impessoalidade em regiões onde poderia prosperar o compadrio. Na noite de hoje temos a mais genuína prova do sufrágio livre desta Academia de Letras que escolheu demonstrar em Olga Maria Castrillon Mendes que a liberdade, o estudo e a classe valem a pena. Ajude-nos a dar essa lição àqueles que mais precisam dela, querida confreira.da confreira.