Em 2013 eu sigo apaixonado pela Música da América Latina. Nossos irmãos hispano-hablantes, vizinhos de continente são sensacionais. O poeta tropicalista Caetano Veloso já a exaltou. Soy loco por ti América. Sim, não nos esqueçamos da América Central. A propósito, os ritmos caribenhos são tão sedutores. A formosura melódica de seus versos evocam a alegria, la fiesta e a sensualidade feminina. Em minhas incursões investigativas procuro não desperdiçar uma boa chance. Alguns gostam de comprar doces de supermercados. O saudoso Artur da Távola em seu programa: Quem tem medo da música clássica? para a TV Senado. Apelidava de quindim uma peça de concerto que lhe chamava a atenção. Bolo de queijo e pãozinho francês quentinho da hora, eu gosto. Mas, nem comparar essas iguariasengordantes com minha recente aquisição. O CD denominado Rumba, Mambo, Cha-cha-chá da Putumayo World Music de 2011. Nova York tem espaço pra todo mundo. A babilônia cultural do 3.ºMilênio é assim. Várias tendências e estilos agitam o mercado fonográfico internacional. E a Música Latina está bem representada por esse trabalho. Adorei no encarte o convite para percorrer no YouTube o acervo de gravações da companhia. Além de um release de todos os conjuntos convidados. Caramba! Não sou de ficar bitolado num gênero só. Minha (de)formação musical ofertada por várias influências vão da MPB, Bossa Nova, Jazz, Erudito e outros. Mas esse CD, os melômanos mato-grossenses precisam ouvir muitas vezes. Para lograr o êxito de sacar a compreensão de toda a áurea artística desse feliz trabalho coletivo. Como ensinou o filósofo alemão Theodor Adorno. De quem fiquei fã de carteirinha no mestrado. A fruição estética desse CD começa pela capa. Uma gravura viva de cores fortes, feita por Nicola Heindl. Que retrata uma jovem bailando com um músico na percussão. São dez faixas aprazíveis. Bem divididas entre esses três estilos. Se fôssemos distingui-las. A rumba veio da Guiné e Angola para Cuba trazida pelos africanos e inspirada nos passos do galo. O mambo foi criado em 1937 a partir de um danzón ancestral da contradanza espanhola. Que chega a Cuba no século XVIII. E o cha-cha-chá é de 1951, e se desenvolveu nos bailados cubanos. Sendo considerada uma variação do mambo. Como se vê Cuba é o templo sagrado dos ritmos latinos. Todos deveriam visitar pelo menos Havana. Aqui faço destaque para maravilhas como oMambo#5. O asterisco faz a simbologia do número (n.º) para os norte-americanos. Essa música vestiu uma roupagem tecno-pop, na versão do cantor alemão Lou Bega. Quem não dançou essa nas festas de formatura até hoje? Todavia esse mambo está na faixa 03 do CD, na interpretação da banda Fruko y Sus Tesos. Esse conjunto permanece na estrada desde 1970. E eles vão bem mais perto da original gravação do autor Pérez Prado de 1949. A frase que a banda canta em voz potente é a afamada: Si, si, si, yo quero mambo, mambo. Não, gente, sejamos sinceros: é imperdível. Vou abrir e parar só nessa peça pra despertar a curiosidade... Diante de uma verdadeira obra de arte que representa esse CD. É que vejo a importância da Língua Espanhola. Para que nós brasileiros neocolonizados pelo inglês. Possamos nos aproximar afetivamente da cultura latino americana de âmbito castelhano. E infelizmente também percebo os lamentáveis equívocos cometidos por órgãos governamentais. Que desprestigiam o estudo de tal idioma. Quando o mesmo deixou de valer para as provas de proficiência de ingresso em cursos de pós-graduação no Brasil. Lutemos de forma consciente, portanto, pela língua de nossos povos irmãos da América do Sul e Central. SERVIÇO O QUE: CD de Música de Latino América TÍTULO:Rumba, Mambo, Cha-cha-chá ONDE:http://www.putumayo.com e www.med.com.br *Ney Arruda é advogado, professor universitário, pesquisador, músico cuiabano violinista, violista e colabora com o DC Ilustrado (
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