ILUSTRADO
Segunda-feira, 29 de Abril de 2013, 20h:48
A
A
ACADEMIA
Roteiro poético
Qual elevação, o Evereste cuiabano, quase que a Cidade dividindo, qual reta tangenciando, em demanda ao Coxipó, indo. Em direção ao Centro da Cidade, marchando. Lá está o Morro da Colina Illuminada onde Sutil fez sua morada. A Colina do Azulão, tendo D. Bosco como inspiração, mas que nunca conseguiu o Mixto derrotar, tornando-se campeão! Morro da Colina, ninho das pitombeiras, tarumães e cajazinhos, e de nós garotos, o caminho, em busca dos passarinhos. Era nosso tétrica jornada, atirávamos pedras, na pelotada, e lá vinha, uma bela rolinha. Hoje arrependido de tão bela ave matar, Somente, resta a opção do perdão, pedir-lhe, ao tentar-me inocentar! Lá no alto do campanário, qual púlpito, na elevação. Imponente, a Igreja do Rosário, olha a Cidade, que muito pouco tinha. Fazendo jorrar do Tanque do Arnesto, água pura, através da biquinha, quais lágrimas desciam, lavando a Prainha. Olho minha cidade, com o olhar de quem ama! E a deseja ver florescer, qual menina moça a se preparar, para o porvir enfrentar, ante as vicissitudes, que por certo irão ocorrer. Sábia para com maestria, dificuldades manobrar! Nobre frente às decepções que irão acontecer! Humana, sempre de braços abertos, para os fracos abrigar! Cosmopolita, fazendo jus a origem do seu nascer! Cuiabá é uma cidade ribeirinha! Quase tudo que ocorre na sua vida vem dos rios que para o mar caminham. Hecatombes, pestes, guerras, que a deixaram ferida! Mas também, alegrias, fartura, e o seu jeito de amar, estão netas diversidades de ações, fazendo-a atípica às demais, se tornar. Talvez nestas conturbações e adversidades, esteja o porque de tantos séculos de vitórias, diferenciando-a de outras cidades. Eis as explicações! Das suas glórias! Acadêmico Moisés Mendes Martins Júnior - Cadeira 8