ILUSTRADO
Quarta-feira, 25 de Março de 2009, 21h:00
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O REI
Roberto Carlos anuncia mega turnê pelo mundo
O show principal será no dia 11 de julho, no Estádio do Maracanã, para 60 mil pessoas - a venda de ingressos será anunciada em breve. Vai percorrer 20 cidades do mundo
Jotabê Medeiros
Agência Estado
O cantor Roberto Carlos, que celebra 50 anos de carreira, anunciou em São Paulo uma extensiva programação comemorativa que vai levá-lo a percorrer em um ano 20 cidades do mundo. O show principal será no dia 11 de julho, no Estádio do Maracanã, para 60 mil pessoas - a venda de ingressos será anunciada em breve (clientes dos bancos Itaú e Unibanco, patrocinadores, terão prioridade). É uma das maiores excursões de sua carreira, e começa com um show em sua cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim (ES), onde não cantava havia 14 anos. Será no dia 19 de abril, dia de seu aniversário, no Estádio do Sumaré. "Vou segurar a emoção, senão vou chorar a cada meia hora", disse Roberto, de 68 anos. Ele falou a jornalistas na sede do instituto Itaú Cultural, na Avenida Paulista. A equipe de Roberto contabilizou os números da mega turnê, que equipara-se à de artistas como Madonna e Stones: serão 42 mil quilômetros percorridos, com 70 toneladas de equipamentos, 54 pessoas em trânsito em um avião, dois ônibus, 60 carros, 40 vans. Roberto distribuirá 3.456 botões de rosas vermelhas no percurso (12 dúzias a cada show) e 864 de rosas brancas. Roberto prometeu também um disco de músicas inéditas até o final deste ano, e disse que já tem canções compostas em parceria com Erasmo Carlos. "Trabalho muito, presto atenção a tudo que vejo, porque o que vejo pode se tornar uma canção. Eu gosto de tudo que o povo gosta, tenho o mesmo gosto do povo, e acho que isso é uma coisa muito boa para mim", afirmou. Extrovertido, ele gracejou com o desejo manifesto pela apresentadora Hebe Camargo, de 80 anos, de tê-lo em seu rol de namorados. "A Hebe é uma gracinha", brincou. "A Hebe é um símbolo da alegria, uma força fantástica". Ele só foi mais evasivo quando indagado sobre suas manias. "Eu ainda não me dei alta do tratamento", disse, explicando porque ainda não se decidiu a quebrar dois tabus recentes em sua carreira: o veto à reedição de seu primeiro álbum, "Louco de Amor", e a liberação para intérpretes de "Quero Que vá Tudo para o Inferno" (1965), música sua que ele hoje nega "Eu falei que não, mas pode até ser que eu cante essa canção que você falou aí", disse, mostrando que se recusa até a pronunciar o nome da música.