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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 07 de Março de 2009, 12h:01

ECONOMIA

Projeto de fomento à cultura em estudo

O objetivo do Sebrae, no primeiro momento, é diagnosticar as principais necessidades desta cadeia produtiva

Marielza Tizzo
Da Assessoria
Segundo definição do dicionário, cultura significa o desenvolvimento intelectual e do saber, além do conjunto de padrões de comportamentos, crenças e de outros valores morais e materiais, característicos de uma sociedade. Em outras palavras, o alicerce de um povo, considerando que em qualquer lugar do mundo, para se discutir estratégias de desenvolvimento é preciso estar atento para as dimensões culturais. Pensando dessa forma, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) decidiu atuar no setor da cultura com foco no potencial empreendedor. Compreendendo a cultura como negócio, fonte geradora de ocupação e renda, além de uma ferramenta importante na inclusão social e mobilizadora das expressões artísticas. Em 2005, os produtos e serviços culturais movimentaram US$ 1,3 trilhão em todo o mundo, segundo estudos da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU). Há ainda, uma projeção de que em 2011 a receita deste segmento atinja cerca de US$ 3,8 trilhões, com crescimento médio de 6,4%, especialmente nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Na América Latina, a indústria do entretenimento crescerá 8,9% ao ano, atingindo uma receita de R$ 130 bilhões nos próximos três anos. No Brasil, embora não haja números sistematizados, estima-se que a cultura seja responsável por 4% do Produto Interno Bruto (PIB). “No Estado, a proposta é atuar de forma estratégica, prospectando e estimulando o setor cultural, através da agregação de valor aos elos da cadeia, respeitando principalmente o ritmo e a capacidade produtiva. Como consequência, teremos empresas com desenvolvimento mais competitivo e sustentável”, enfatiza Nager Amui, gestor do projeto em Mato Grosso. A atuação do Sebrae neste projeto, inicialmente é a de mapear as cadeias produtivas ligadas à cultura e ao entretenimento, além de identificar as principais necessidades de cada grupo de forma macro. “É importante lembrarmos que estamos caminhando em relação ao projeto. É um trabalho complexo e minucioso, onde pretendemos desenvolver estratégias para a qualificação de todos os envolvidos”, explica Nager, ao acrescentar que neste primeiro momento, os beneficiados serão as cadeias de artes visuais e de música. Questionado sobre a amplitude do tema cultura, ele elucida que é necessário ter muita cautela na identificação dessas necessidades, pois, a intenção do Sebrae é de auxiliar o empresário de pequeno e médio porte envolvido na atividade cultural. “Trabalhamos com pessoas, e desta forma, é indispensável olharmos para a preservação da cultura e a valorização da identidade local. A cultura entra como agente importante da inclusão social”. Para Marta Torezam, Líder da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae/MT, equipe na qual o projeto está alocado, é preciso estabelecer um canal de comunicação entre todos os envolvidos. “A melhor forma de conhecer as necessidades e diagnosticar as possibilidades é através do olho-no-olho. Isso é feito da melhor forma através das reuniões, onde existe a possibilidade de diálogo”. Ela ainda esclarece que o importante é enxergar os produtos culturais com uma visão de mercado e seus criadores, como empresários. “Estamos buscando a efetividade dos trabalhos, através principalmente, das possibilidades técnicas. Acredito que isso só será atingido através de harmonia e cooperativismo. É preciso aparar as arestas para nos organizarmos e atingir expressividade dentro do mercado” elucida Marta. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) demonstram que existem 321,4 mil empresas ligadas ao setor cultural, o que corresponde a 5,7% do total de empresas em todo o país. Elas empregam cerca de 4% do total de pessoas ocupadas e 3,6% do número total de assalariados.

Edição EDIÇÃO 16964




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