ILUSTRADO
Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010, 18h:52
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CUFA-MT
Possuir uma qualificação é o ideal de todo brasileiro
Alunos do Planseg Afrodescendente participam de oficinas de DJ, de trança afro, de grafite e de teatro na Escola Estadual Maria Elazir
Por Ederson Déka
Assessoria da CUFA
Possuir uma qualificação é o ideal de todo brasileiro. Pensando nisso, a Central Única das Favelas de Mato Grosso (CUFA-MT) apresentou nessa quarta, 22, suas ações no projeto Planseg Afrodescendente, desenvolvido pelo IPDE (Instituto de Pesquisas, Desenvolvimento e Educação) em parceria com Ministério do Trabalho e Emprego. Os cursos estão sendo realizados na Escola Estadual Maria Elazir, no bairro São João Del Rei, região sul de Cuiabá. Tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho da CUFA-MT aqui na região por meio da nossa aluna Joana Sene, que foi instrutora da oficina de bonecas negras nessa instituição. As informações que ela nos trouxe fez com que os convidasse para apresentar os trabalhos desenvolvidos no CECC (Centro Esportivo e Cultural CUFA Cuiabá), pois o nosso público é diversificado desde adolescentes até pessoas de mais idade. Fiquei impressionado com a qualidade do trabalho e espero desenvolver mais atividades em conjunto com essa instituição que procura servir tão bem essa comunidade e o mais importante que a política de atuação e semelhante ao trabalho que desenvolvemos, destacou o Supervisor e educador do IPDE, Robson Pedroso. Na ação, a coordenadora de Projetos da CUFA Cuiabá, Karina Santiago, apresentou o histórico da instituição e falou dos cursos que são ofertados gratuitamente. E também complementou: Não podemos perder as oportunidades de aprendizado que aparecem para nós, pois o tempo está passando muito rápido, por isso, quanto mais capacitados poderemos conquistar um espaço no mercado de trabalho, que para nós negros é muito injusto. Oficinas simultâneas O espaço físico da escola Maria Elazir proporcionou o desenvolvimento satisfatório das ações. Na apresentação das oficinas ofertadas no CECC, Neusa Baptista falou um pouco de seu livro Cabelo Ruim, que integra o Projeto Pixaim, desenvolvido pela CUFA-MT. É importante associar os cursos profissionalizantes com a leitura, pois nas atividades desenvolvidas desde março deste ano percebemos que esse foi um dos caminhos para aceitação do eu e também na formação de um espírito empreendedor das pessoas que por lá passam, comentou Neusa. A CUFA-MT levou para o espaço as oficinas de trança afro, essa que faz parte do Ponto de Cultura Pixaim, coordenada por Lorraine Costa (19), moradora do bairro Novo Milênio formada nas oficinas do Ponto, desenvolvidas periodicamente CECC. Ela comenta que se sente satisfeita em poder contribuir para o aprendizado das pessoas apresentando o que aprendeu nas oficinas e também despertar nos moradores da região para o fato de que eles devem aproveitar todos os cursos que são oferecidos gratuitamente, pois isso não acontece sempre no bairro. Outra proposta diferenciada foi a oficina ministrada pelo DJ Japah2, membro da CUFA-MT. Nela, pessoas de várias idades, entre homens e mulheres, tiveram a curiosidade de aprender num espaço curto de tempo alguns macetes na oficina de DJ. Em uma das salas da escola, a atriz Mazé de Oliveira (CUFA-MT), desenvolveu uma atividade Teatral, onde senhoras, senhores, crianças e jovens puderam ter acesso de algumas técnicas teatrais. A maioria entrou na sala com o rosto muito sério, mas logo depois foi se soltando, teatro é assim mesmo construímos personagens e a arte aos poucos, disse Mazé. O público era diversificado como as ações oferecidas. Foi o caso da oficina de graffiti, desenvolvida pelo designer e graffiteiro Diogo Rodrigues (CUFA-MT). Nela, os participantes tiveram uma pequena iniciação ao desenho e entenderam um pouco do significado dessa arte de rua que para muitos é tratada como vandalismo.