ILUSTRADO
Sábado, 23 de Agosto de 2014, 12h:21
A
A
ODE À POESIA
Poeta compõe pro Ilustrado
Pátria da filosofia e do romantismo, Alemanha acolhe poeta
cuiabano colunista do Ilustrado. A celebração chega em 7 poemas
Rodivaldo Ribeiro
Da Editoria
Fosse o mundo um lugar ao menos de longe perfeito, reproduzisse, talvez, o brilho do encontro entre vocação, feitura e reconhecimento em todo laivo, por menor que fosse, de arte genuína. Como assim não o é, redobramos o tilintar daquelas tais taças inquebrantáveis de que nos fala Melville ao perceber, mesmo que de soslaio, o retumbar do brado forte dos amigos; numa lealdade a Seneca, este amor de todos os dias; e nos comprazemos enfim em saber que, às vezes, este vale de lágrimas premia não só os vilões, mas também algum entre os bons que nada traz além da pena em mão ainda que a manuseá-la com a destreza dos guerreiros em batalhas antigas, à guisa de espada, a fazer sangrar todo aquele afeito a nada além de pura (às vezes) simples e verdadeira poesia. Desculpem-me, caros leitores, assassinei o lead, esta muleta de todo péssimo escriba, mas o motivo é justificável. Esta não é uma matéria habitual de jornal, porque este não é um domingo qualquer para o caderno. Ainda que publiquemos aqui, regularmente (e o orgulho esquenta as maçãs do rosto enquanto escrevo isto), literatura local de qualidade, hoje temos o orgulho de publicar nada menos que sete poemas inéditos de nosso bravo menino-poeta Matheus Jacob Barreto, recentemente convidado a ir respirar o ar de quase setecentos anos de conhecimento da prestigiosa Universidade de Heidelberg Ruprecht Karl, fundada só em 1380 (num dos auges de expansão de um certo Sacro Império Romano-Germânico). Mas calma que demos um jeito de firmar um contrato no qual ele segue com sua coluna aqui, mesmo de lá. Uma vez mais: evoé, Matheus, ótima viagem. Explica pra eles um pouco de sobre nós. Todos os poemas nesta página são de autoria de Matheus Jacob Barreto.