DOMÃNIO, GUERRA, PESTE E FOME! Eis aà os quatro Cavaleiros do Apocalipse. Ninguém os arruma desta maneira, porque nem todos sabem o que eles verdadeiramente representam. Ouçamos, pois, os QUATRO: DOMÃNIO - Em mim reside o desejo insopitável de dominar a tudo e a todos. E o veneno sutil que destilo por toda a parte, reside também em todas as criaturas. Somente os que alcançaram o último degrau da evolução humana, de mim ficaram isentos. E assim, procuram salvar os demais, quase sempre, inutilmente... Sim, querem as nações mais potentes dominar as mais fracas. E tudo fazem para invadir o seu território e dele tomar posse. Para isso, empregam todos os recursos... O mesmo fazem os homens vulgares que, de passagem seja dito, representam a grande maioria, raramente entre eles há um que seja amigo do outro, quando o é, é para dominar, vencer, esmagar essa amizade, que logo morre por falta de alento! Sim, para DOMINAR, para vencer... lançam mão de todos os meios. Para eles, a calúnia, a difamação, a injúria, a destruição do lar... é nada, é coisa alguma. Vendo em todos o seu próprio reflexo embaciando um pobre espelho, dizem de todos, do seu maior amigo, aquilo que lhes pertence. E já de há muito esqueceram a invectiva de Cristo, ao dizer à queles que queriam apedrejar a mulher faltosa: âAquele que estiver isento deste pecado, que lhe atire a primeira pedraâ. Ao contrário, antes que sejam por outros iguais a eles, apedrejados, lançam mão de quantas pedras encontram na sua própria montanha. A montanha construÃda com as pedras de seu caráter deformado! Sim, âde ti Jerusalém, não restará pedra sobre pedra!â E assim, o domÃnio dos césares modernos, o domÃnio dos próprios homens â uns sobre os outros, vai caindo, vai desaparecendo, a fim de que outro EdifÃcio se construa, com as PEDRAS DO NOVO CICLO! GUERRA - Como irmãos que somos, nascidos do quaternário da Terra, a bem dizer, não temos pais. Cada um de nós o outro completa... Sim, do DOMÃNIO nasce a GUERRA. E dos dois, PESTE E FOME. Quem ousaria negar semelhante verdade neste âFim de ciclo apodrecido e gasto?â O mundo é um vulcão que ameaça explodir, fazer tudo voar em estilhaços! As erupções, as lavas, as cinzas que anunciam semelhante fenômeno, de há muito se fazem sentir nas dores, nas angústias dos homens! Nem por isso, eles procuram recuar o passo. Como disse meu irmão DOMÃNIO, para vencer nessa hora em que não mais vencedores existem... eles lançam mão de todos os meios! Sim, novamente se diz, âpara eles a calúnia, a difamação, a injúria, a destruição de um lar, é nada, é coisa alguma. Nem sequer se apercebem de que, com isso, destruindo estão seus próprios laresâ. Os tempos mudaram. Ninguém mais se compreende, ninguém mais pode afiançar o que está marcado para o dia seguinte. Tudo é incerteza, abandono, receio, medo... Um pouco mais, e o pavor se apoderará de todas as criaturas... Que fazem as religiões para debelar o mal que cada vez mais se propaga no mundo? Elas não se toleram, odeiam-se como os próprios homens, pois que são as primeiras a dar o exemplo. Desse modo, âbenzem os exércitos, as armas, fratricidasâ, empunhando a velha bandeira do Cristo, cujo lema redentor, continua sendo: âAmai-vos uns aos outrosâ. O termo psicopatia tornou-se errôneo, porque tem a necessidade de se apontar uma série infindável de nomes. Hoje, um só basta: a degenerescência psÃquica e fisiológica dos homens! E isto, porque o EspÃrito, como Divina Essência fugiu da maioria, em busca da sua própria Origem. Restavam apenas, o corpo e a alma ou a própria vida definhada que aos homens anima. Já houve alguém que, com muita propriedade, teve ocasião de dizer: âA cada passo nos acotovelamos pelas ruas das cidades, com seres não mais possuidores da menor parcela divina. Eles vivem, apenas, dos seus próprios atos e pensamentos, pois que de serem maus ou simplesmente terrenos, basta isso para sofrerem e aos demais o mesmo fazerem...â São os tais que ao próprio Cristo fazia dizer: âNolli me tangereâ. âNão me toquesâ. Sim, para não fazeres o grande mal de prejudicar a Essência Divina que âem Mim se manifestaâ. E a prova é que, chamou de âleprosoâ (leproso moral) a alguém que acabava de abandonar a rocha onde estivera sentado, proibindo a um dos seus apóstolos que, naquele mesmo lugar tomasse assento. E era Ele o AMOROSO, o Redentor do ciclo de PISCIS, que agora se finda, para que venha o de AQUARIUS. Razão porque desenhou no solo um peixe, quando lhe apresentaram âa mulher faltosaâ. Sim, quem falasse em GUERRA, o que diria Ele? Respondam os que perseguem os outros, os que provocam guerras, os que a tudo e a todos odeiam, porque somente o ÃDIO é a argamassa de um ciclo agonizante, de que eles mesmos se revestem. Tudo é mentira, falsidade, erro, crime... para semelhantes pessoas. Sim, aquela mesma âargamassaâ, para não dizer, o lastro fatal de um âciclo apodrecido e gastoâ. (Continuaremos o presente artigo no próximo domingo, nota do editor) O presente artigo pode ser encontrado em toda a sua Ãntegra na Revista Arte Real, uma publicação e comercialização de assinaturas da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso. www.glemt.org.br â
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