ILUSTRADO
Sábado, 18 de Julho de 2015, 13h:28
A
A
CRÔNICA
O amor internetizou
JÊ FERNANDES
Especial para o DC Ilustrado
Por onde andam as crônicas, poesias, poemas, trovas e outros sentimentos? Sei lá! Ou bem que sei....Até parece que tudo ficou materializado no tempo, mas em se vendo e sentindo o mundo atual, tudo está explicado: o amor internetizou.....E em internetizando, a rapidez acaba com os momentos dos sonhos e ilusões. E ai as crônicas, poesias e poemas viram espaço vago nos meios de comunicação. Ainda ontem li uma pesquisa que mostra o percentual de livros que está sendo vendidos nas livrarias. Nem chega a trinta por cento do exposto. Encontro com dois amigos que, recentemente, lançaram livros no mercado. Cada um com dois livros na mão tentando vender para os amigos e conhecidos. E nada.... Diante dessa realidade amor já não rima com dor e eu nem penso em publicar um livro sobre casas e coisas antigas de Cuiabá, muito menos, falar sobre as virgens da Prainha, tampouco contar histórias sobre as mulheres dos cabarés do Baú. Hoje, em tempo de internet, elas, as mulheres do baú, seriam lindas modelos. Em assim sendo, o que fazer? Viver do passado ou sonhar com o agora? Agora já foi e, nem lembro mais que amor rima com dor, tampouco que dor é sentimento de saudade, de ternura e tristeza, quando não é doença. Estou tentando escrever uma crônica revendo os momentos de agora, sem falar de politicagem, muito menos de politiqueiros, embora a vida é um jogo político que só vence os que saibam usar o lavajato. Mas eu sou do tempo do Lavapés. Lembra desse bairro? Deixa pra lá.. Então, como eu ia dizendo, derrubaram a casa de seo Pindu, ali no cruzamento da 24 de Outubro com a Comandante Costa. Ali eram realizados os grandes bailes de carnaval da época. Uma casa histórica, verdadeiro patrimônio da cidade. Mas, entre patrimônio histórico e valor econômico, a diferença é muito grande. A crônica fica pra depois....... * Jê Fernandes jornalista, radialista e conversador fiado. E-mail: gntfjornal @gmail.com