ILUSTRADO
Quarta-feira, 04 de Março de 2009, 20h:31
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ARTESANATO
Núcleos produtivos de Mato Grosso são premiados no Top 100
É um privilégio para nós, pois é uma forma de potencializar nosso trabalho, aumentar nosso leque de contatos e, principalmente, divulgar nossos produtos, revela orgulhosa a artesã Angêla Carvalho, do núcleo Pacová, localizado na zona rural de Tangará da Serra (242 km de Cuiabá), que está entre as 100 unidades de produção mais competitivas do Brasil. Outros dois núcleos de Mato Grosso selecionados pela iniciativa do Sebrae Nacional são Mato Forte e Toco Design, ambos da capital. É a primeira vez que o núcleo Pacová participa do concurso, cujo objetivo é promover o artesanato do país por meio da identificação e premiação das 100 unidades produtivas mais competitivas. Formalizado há três anos, o grupo transforma sementes da região e resíduos de madeira e chifre em bijuterias, acessórios e kits para escritório. Produzimos cerca de duas mil peças por mês, ressalta Ângela. Já o arquiteto e designer Manoel Perez, do Toco Design, é premiado pela segunda vez, sendo a primeira em 2006 quando o Top 100 foi criado. Ele produz peças de decoração e utilitárias de escritório, usando a técnica de marchetaria com pedaços de madeira maciça colada. Os critérios de seleção do Top 100 consistem em aspectos relacionados ao grau de inovação dos produtos, adequação econômica e funcional nas unidades de produção, respeito ao meio ambiente, eficiência produtiva, adequação cultural e logística, estratégias de comunicação e promoção, práticas comerciais, compromisso social e gestão empresarial. As unidades vencedoras ganharão certificado de premiação, autorização de uso do selo Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato durante um ano e divulgação de três produtos em sites, materiais promocionais e no catálogo com os ganhadores a ser publicado. Além disso, participarão de duas Rodadas de Negócios, promovidas pelo Sebrae, para aproximar os artesãos de potenciais compradores, sendo a primeira dois dias após o evento de premiação que ocorre em maio, no Rio de Janeiro, e a outra seis meses depois.