Um pouco de tudo que galopa nasimensas veredas desconhecidas. Percorre labirintos estranhos provocando desconforto. Ameaçando a alegria e temperando o prazer. Bebe na fonte pura da liberdade e rega o jardim da saudade. Assombra a coragem e cavalga na solidão. Consegue ser mais forte que a luz. Provoca a cegueira. Tão leve quanto a brisa. Suga a vida de mansinho e encerra os sonhos em prateleiras sombrias. Dirige a noite em fuga para o estado do nunca. Habita a parte mais sombria da dúvida e açoita a razão. Mora em companhia do adeus. Brinca com a verdade e escreve tantas histórias em quadrinhos macabros. Relatos que vagam. Mentiras que ficam. Ás vezes é menor que o peito e bem maior que o pensamento. Para o medo não cabe explicações. É o próprio relato do desconhecido oportuno. Um indigesto inquilino do terror que consome parte do tempo, sem nexo,complexo. Polui o sangue de mansinho e contamina a carne com a dor. Planta dúvidas e colhe suspeitas. Dispensa comentário e nunca dorme. É sempre atrevido e arrebatador. Esconde as palavras nos momentos mais sublimes. Coloca o mundo no liquidificador quando se menos espera. Compõembelas saladas de experiêcias e um novo filme de terror a cada segundo. É tão sutil tal qual o aroma das flores e fatal como a serpente. Surge, surgindo e aloja, alojando quando não deveria. É um artista das situações mais absurdas. Remonta performance ridículas com caricaturas bem conhecidas.Faz do show um teatro do absurdo, sem conexão. Cria fantasias góticas pouco apreciadas. Leva um grupo de delírios confessospara o leito do esquecimento. É um colecionador de voz. Um vírus permanente da estupidez. O medo é tão presente que na ausência acaba sendo perturbador. Leva a loucura ao próprio limite. Um delírio incontrolável que arde na adrenalina frágil que resta. O medo incorpora os defeitos. Assume as vaidades e personifica o caráter. É o oposto da realidade. A própria imagem da fantasia pintada pelo provocador. Para o medo não há padrão de conceito e independência. Esconde na velocidade e domina as curvas das paralelas. Baila nas melodias de ninar e agita os pesadelos infantis. O amor é a total ausência do medo de ser feliz. Luís Gonçalves Publicitário e Escritor e colabora com o DC Ilustrado
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