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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 24 de Agosto de 2013, 13h:34

ARTE REAL

FUNDAÇÃO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL ( Primeira Parte)

Extraída do site do Grande Oriente do Brasil Embora se tenha iniciado a Maçonaria Brasileira em 1797, com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e, ainda, com a Loja União, em 1800, sucedida pela Loja Reunião, em 1802, no Rio de Janeiro, somente, em 1822, quando a campanha pela Independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com jurisdição nacional, exatamente, com a incumbência de levar a cabo o processo de emancipação política do país. Criado a 17 de junho de 1822 por três Lojas do Rio de Janeiro - a Commércio e Artes na Idade do Ouro e mais a União e Tranquilidade e a Esperança de Niterói, resultantes da divisão da primeira - o Grande Oriente Brasileiro teve como seus primeiros mandatários José Bonifácio de Andrada e Silva, Ministro do Reino e de Estrangeiros, e Joaquim Gonçalves Ledo, Primeiro Vigilante. Em 4 de outubro do mesmo ano, já após a Declaração de Independência, de 7 de setembro, José Bonifácio foi substituído pelo, então, Príncipe Regente e, logo depois, Imperador D. Pedro I (Irmão Guatimozim). Este, diante da instabilidade dos primeiros dias de nação independente, considerando a rivalidade política entre os grupos de José Bonifácio e de Gonçalves Ledo, que se destacava, ao lado de José Clemente Pereira e o cônego Januário da Cunha Barbosa, como o principal líder dos Maçons, mandou suspender os trabalhos do Grande Oriente, em 25 de outubro de 1822. Somente, em novembro de 1831, após a abdicação de D. Pedro I, ocorrida em 7 de abril daquele ano, é que os trabalhos maçônicos retomaram força e vigor, com a reinstalação da Obediência, sob o título de Grande Oriente do Brasil, que nunca mais suspendeu as suas atividades. Instalado no Palácio Maçônico do Lavradio, no Rio de Janeiro, a partir de 1842, com Lojas em, praticamente, todas as províncias, o Grande Oriente do Brasil logo se tornou um participante ativo em todas as grandes conquistas sociais do povo brasileiro, fazendo sua história se confundir com a própria história do Brasil Independente. Através de homens de alto espírito público, colocados em arcas importantes da atividade humana, principalmente em segmentos formadores de opinião, como as Classes Liberais, o Jornalismo e as Forças Armadas - o Exército, mais especificamente - O Grande Oriente do Brasil iria ter, a partir da metade do século XIX, atuação marcante em diversas campanhas sociais e cívicas da nação. Assim, distinguiu-se na campanha pela extinção da escravatura negra no país, obtendo leis que foram abatendo o escravagismo paulatinamente, entre elas, a “Lei Eusébio de Queirós”, que extinguia o tráfico de escravos, em 1850, e a “Lei Visconde do Rio Branco”, de 1871, que declarava livres as crianças nascidas de escravas, daí em diante. Eusébio de Queiroz foi maçom graduado e membro do Supremo Conselho do Grau 33º, o Visconde do Rio Branco, como chefe de Gabinete Ministerial, foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. O trabalho maçônico só parou com a Abolição da Escravatura, a 13 de maio de 1888. A Campanha Republicana, que pretendia evitar um terceiro reinado no Brasil e colocar o país na mesma situação das demais nações Centro e Sul-Americanas, também, contou com intenso trabalho maçônico de divulgação dos ideais da República, nas Lojas e nos Clubes Republicanos, espalhados por todo o país. Na hora final da campanha, quando a República foi implantada, ali estava um Maçom a liderar as tropas do Exército com seu prestígio: Marechal Deodoro da Fonseca, que viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. Coluna Arte real, neste espaço todos os domingos. O presente artigo pode ser encontrado em toda a sua íntegra na Revista Arte Real, uma publicação e comercialização de assinaturas da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso. www.glemt.org.br – [email protected] e [email protected]

Edição EDIÇÃO 16968




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