O processo que envolve a produção sonora humana é diretamente ligada a expressão corporal. Quando não se utiliza os canais corretos à inteligência corporal reconhece de imediato o despreparo. Em seguida o canal de escuta é totalmente banalizado prejudicando os sentidos. Ação diferente, reação descontrolada. O corpo, num ato desesperado de auto-preservação altera em espasmos apelativos. O que geralmente faz surgir reações descontroladas que causam dissabores. Suores e tremores são os mais comuns. Alguns desses efeitos colaterais transformam-se numa rotina infeliz e totalmente prejudicial. Portanto, um dos sentidos mais afetados e por onde entra a maioria dos venenos é a audição. Apesar dos avanços e da tecnologia o mundo sempre será de falantes e ouvintes que se influenciam reciprocamente. Questiona-se muito o ato do ouvir. A capacidade de ouvir está diretamente ligada à autoconfiança da expressão verbal. O domínio da técnica da expressão verbal e corporal permite que o corpo fale por si. Através de linguagem própria que aguçam os sentidos. Ouvir é um grande desafio. Um ato de sabedoria. Tecnicamente falando é simples: à medida que as respostas surgem e são aplicadas corretamente segue a expansão dos sentidos. Lembrando, que: a maioria das informações serve para aprimorar a resposta contida no próprio corpo. Elementos que bem trabalhados produzem resultados super interessantes. Alguns, após breve tempo de inicialização e contato com a técnica correta do falar conseguem dobrar a própria capacidade qualitativa e quantitativa. Estabelecem novos conceitos de interatividade e formam novas idéias. A partir de então essa pessoa passa a ser um novo indivíduo. Mais seguro e autoconfiante percorre os caminhos menos acidentados. Potencializa as ações. Trabalha com equilíbrio. Assume o controle de sua vida literalmente. Ouvir é procurar aprender mais de si mesmo. É confiar na potencialidade do outro melhorando a própria. Ouvir é permitir que o outro conquiste a própria confiança de expressão. Adquirindo respeito e solidez com a própria emissão verbal. *Luís Gonçalves é publicitário, escritor e colabora com o DC Ilustrado
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