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Cuiabá MT, Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 08 de Setembro de 2001, 14h:23

CINEMA

Elena Soárez ensina a arte de um bom roteiro

Tendo “Eu, Tu, Eles” no currículo, ela diz que um bom trabalho sempre tem um pouco da história e das experimentações do profissional

PAOLA CARLINI
Da Reportagem
Um bom argumento é fundamental para o sucesso de um filme. A frase parece óbvia. Mas para um roteirista, esta lógica não é tão fácil assim. E foi para falar sobre as agruras de como se tornar um profissional do cinema que Elena Soárez, responsável pelo roteiro de “Eu, Tu, Eles” e “Gêmeas”, os dois dirigidos Andrucha Waddington, veio à Cuiabá para ministrar uma oficina sobre o tema, que termina amanhã. A oficina faz parte da programação do 9º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, que será realizado em outubro. A carioca Elena Soárez, que curiosamente é economista por formação acadêmica começou a escrever para cinema em 1995. Seu primeiro roteiro filmado foi o documentário “O caminho do Ouro”, um garimpo que existia no século 17, em Parati, no litoral do Rio de Janeiro. No curriculun tem dois longas metragens filmados: "Eu Tu Eles" e "Gêmeas" - ambos dirigidos por Andrucha Waddington. E mais outros quatro no papel - "O Diário de Helena Morley" para a diretora Helena Solberg, "O Condomínio" escrito com Luciano Moura, "O Redentor", escrito com Claudio e Fernanda Torres, e "A Telepata" para Arthur Fontes. E mais dois em andamento: um que escreve com Walter Lima Jr. e outro que escreve para Andrucha Waddington e Luis Carlos Barreto. Nos últimos tempos tem dado diversas oficinas e laboratórios sobre roteiro no Sundance Institute, de 1998 a 2000, quando foi nomeada consultora. E em 2000 Elena Soárez foi consultora do laboratório. Seu primeiro roteiro, "Eu Tu Eles", foi selecionado por Un Certain Regard do Festival de Cannes de 2000. Ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais, entre eles Prêmio de Melhor Roteiro da Associação de Críticos de São Paulo. Na oficina que ministrou em Cuiabá ela falou de suas experiências e falou também o que é preciso para ser um profissional do cinema. “Eu particularmente sou muito disciplinada, gosto de ler, e observo muito os acontecimentos para poder escrever”, contou. Para Elena, um bom trabalho sempre tem um pouco da história e das experimentações do profissional. “Acho que para apresentar alguma coisa profunda é preciso vivenciar e escrever, eis uma história”, explicou.

Edição EDIÇÃO 16956




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