ILUSTRADO
Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014, 20h:52
A
A
HOLOFOTE
Comemore
Comemore Como já anunciamos por aqui, a partir de 13 de março os lançamentos nos cinemas brasileiros acontecerão às quintas-feiras. Com isso, o Brasil segue a realidade bem-sucedida em vários países que abrem a nova programação de cinema nesse dia, como Argentina, Peru, Bolívia e Chile, na América do Sul. E países que estão entre as maiores bilheterias do mundo, como Alemanha, Rússia e Austrália. Com a mudança, alguns filmes estrearão no Brasil antes até que em seus países de origem, como os Estados Unidos, que iniciam a programação da semana às sextas. Solte fogos Hoje a quinta-feira é agitada, animada em várias cidades do Brasil. Mas o público interessado em filmes não encontra novidade neste dia, disse Paulo Lui, presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas. Até agora, não vi um cinéfilo que tivesse uma vírgula sequer a dizer contra a mudança, aguardada por todos, inclusive a imprensa, que terá mais tempo para resenhas. Todos querem A mudança pode influenciar positivamente nos resultados de filmes médios nacionais e internacionais, que nem sempre têm verba para uma comunicação pesada antes da estreia. Eles ganham mais um dia de boca a boca. A novidade acontece na semana logo depois do Carnaval, com estreias como os brasileiros Alemão (de José Belmonte) e Éden (de Bruno Safadi). RIP Herz-Sommer Morreu ontem em Londres a pianista considerada a sobrevivente mais antiga do Holocauto. Alice Herz-Sommer tinha 110 anos e teve sua história contada no documentário The Lady in Number 6, que concorre a um Oscar no domingo, categoria documentário. Alice creditava à sua devoção ao piano ao amor de seu filho e o fato de ter sobrevivido em uma prisão nazista por dois anos. Assad volta Omar, thriller político de Hany Abu-Assad, conta o drama dilacerante de um palestino manipulado pelos serviços de segurança israelenses, o que é um tema tabu, mas que convive com a essência do conflito. Pela segunda vez, o diretor holandês-palestino concorre a um Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro, depois de receber uma indicação, em 2006, por Paradise Now (Globo de Ouro do mesmo ano).