NA HORA
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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 15 de Agosto de 2009, 12h:59

CRÔNICA

Casa sem alicerce cai

Jê Fernandes
Da Reportagem
Para quem vive o mundo político e da administração pública. Não! Para quem vive a vida com atenção, ou como ela é, observando e analisando os pormenores dela e, até os subterfúgios, as vias e vielas, não se surpreende com nada que acontece. Tudo se transforma em natural e consequente. Inconsequente é quem tenta interpretar o “óbvio ululante”, como diria o Nelson Rodrigues. E digo tudo isso para confirmar que em nada me surpreendeu as prisões de políticos, sem imunidade parlamentar e, empresários da construção civil envolvidos nos possíveis desvios de recursos do pac-pac. Isso não é a primeira vez e nem será a última que acontece. Não fossem alguns empresários e empreiteiros e muitos políticos não chegariam onde chegaram e, nem teriam a riqueza que tem. São observações da vida... Quem não tem braços flutua... Mas de PAC em PAC, ou melhor, de grão em grão a galinha enche o papo. A Copa de 2014 está aí! Não quero insinuar nada. Mas, mas, mas. Estou preocupado com a construção de um novo estádio. Tenho um conhecido, ele é engenheiro civil, que promete me entregar, quando terminar, o cálculo que ele está fazendo para saber quanto se gastará para demolir o Verdão que está aí e quanto para construir outro. Isso é interessante. Bem curiosa essa comparação ou esse estudo. Ele também estaria interessado em fazer um levantamento sobre os remendos, anexos e outras obrículas que foram feitas no prédio do Palácio Filinto Muller desde a sua inauguração e sob a gestão de quem. Eu poderia adiantar o seguinte: todos os presidentes, sejam os da Assembleia, que funcionou no prédio; até hoje, quando está funcionando a Câmara de Cuiabá, tocaram uma obrinha. Até o Deucimar, o atual presidente da Câmara, já reformou o seu gabinete e ainda tem mais reformas para serem feitas. Tudo isso pode ser natural, tirando o toma lá dá cá... O bom em escrever crônica é que você tem quase obrigação de falar, comentar, analisar e interpretar as coisas do cotidiano sem a profundidade analítica dos especialistas no assunto, muito pelo contrário, é a reprodução do sentimento do povo, da sua observação, contrariedade ou não. Dores e alegrias. Por exemplo: o povo ainda não está contente com a atitude dos vereadores de Cuiabá que cassaram apenas o Ralf e, sem a certeza de que Lutero será cassado. Neste ano eu acho que não... E tem mais! Existem vereadores jogando a sujeira embaixo do tapete. Mas, entre tantos existem os tão poucos que representam dignidade e caráter de um bom político. Alguns dirão que eu só escrevo crônica em cima de política. Não! Escrevo o que diz o povo, seja tomando pinga com mel no Bar do Azia, comendo cabeça assada no boteco da Loira Encardida; que pena que o Bar Pé na Cova está fechado, ou mesmo nos corredores da Assembleia ou da Câmara de Cuiabá. Embora na Assembleia tenham muitos informantes, leva-e-traz e puxa-sacos convictos. Eu mesmo conheço um. Ainda vou contar a história dele. Dele e das notas fiscais... * Jê Fernandes, jornalista, radialista, poeta, cronista, contista, em horas vagas conversador fiado e, o que mais? Ah! Doméstico. Colaborador especial do DC Ilustrado. E-mail: [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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