ILUSTRADO
Sábado, 04 de Julho de 2009, 13h:52
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MAM
Atitude versus Itaicy
Na Era Moitará SEBRAE Center abrigou as exposições do Salão Jovem Arte, Êxodo - Sebastião Salgado, Fernanda Montenegro entre outras
Claudio oliveira
Da Reportagem
Essa semana a secretaria de estado de Cultura (SEC) finalizou a primeira parte do edital de parceria público privada que se refere à gestão compartilhada do Museu de Arte Mato-grossense MAM (foto) e do Cine Teatro Cuiabá. No caso do Cine Teatro apenas uma OSCIP passou à segunda fase, o Instituto Mato-grossense de Desenvolvimento Humano (IMTDH). Para a gestão do MAM foram selecionadas a Associação de Promoção Humana e Social Instituto Atitude e a OSCIP Instituto Itaicy. O DC Ilustrado ouviu ambas as entidades que se colocaram à disposição para administrar o MAM. Pelo Instituto Atitude foi ouvida a colaboradora Magna Domingos e pelo Itaicy o presidente José Marcos Vargas. Os dois salientaram a importância do museu para a capacitação de artistas e do público em si, especialmente os estudantes. A proposta do Atitude foi elaborada em conjunto com artistas locais que há pelo menos trinta anos trabalham com a arte, são eles: Aline Figueiredo, Gervane de Paula, Adir Sodré, Jonas Barros, Benedito Nunes, entre outros. Magna destaca que são poucas as OSCIPs que possuem seus documentos legais e são compatíveis com a natureza do edital, especializado em cultura, não tem nenhuma desabafa Magna. A colaboradora disse que o projeto inclui um trabalho junto à comunidade acadêmica nacional que viria auxiliar na capacitação da mão de obra técnica local. Entre estas representantes do Museu Imperial de Petrópolis e a presidente da Associação Brasileira de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais (ABRACOR) Dra. Solange Zúñiga. Para Magna, só faz sentido a construção de um MAM porque existe produção, na verdade, este museu já nasce atrasado, há tempos precisamos dele, e também de um teatro de dois mil lugares. Ainda segundo Domingos, o MAM deve abrir as portas para a América Latina, dialogar com a arte contemporânea mundial e não se fechar sobre si apenas. Ela sugeriu que o museu tem que ser dinâmico para que as pessoas participem e possam ser educadas no prazer da fruição estética. O Instituto Itaicy administra hoje em regime de comodato (20 anos) a Usina que leva o mesmo nome. Fundado em 2005 e certificado como OSCIP em 2006 o Instituto vem estudando e preparando para implementar um museu com as peças da usina, através do DEMU (departamento de museus). A partir desta experiência o presidente José Marcos também se dispôs a contribuir com a sociedade inscrevendo-se no edital e promovendo parcerias estratégicas para gerir o museu. Entre estes parceiros o presidente citou o MUBE (Museu De Brasileiro De Escultura), o MARCO (Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande), cartas de apoio e cooperação técnica com a Itália, Universidade de Turim e com o Instituto Pantanal Pacífico. Entre as intenções do projeto do Itaicy está a aproximação com nossos hermanos, olhar não só para o Atlântico, mas para o Pacífico, para a Bolívia, por exemplo citou Marcos. Para o presidente é preciso pensar na arte para a educação e para a cidadania e para tanto é necessário uma posição de relacionamento inter-institucional. Expectativa do DC Ilustrado Ambos se colocam a favor da arte com um pé na educação e na capacitação dos artistas e público, principalmente os estudantes. Ambos se dispõem a abrir um diálogo maior com a América Latina trazendo artistas de lá, levando os daqui, em suma, promovendo um intercâmbio que até hoje é surpreendentemente pequeno apesar da vizinhança. Se por um lado parece que temos uma rede inter-institucional intencionada, por outro temos uma experiência inquestionável de um grupo altamente representativo da arte regional. Administrar um museu requer conhecimento, dedicação, visão ampla da arte desde o passado remoto até às vanguardas, sem preconceito com formatos e estilos. Um museu como este deve contribuir para a formação artística e estética tanto de produtores como do público e não ficar preso a movimentos específicos ou dogmas artísticos. Esperamos que o MAM venha, não só abrigar a produção já realizada, mas também estimular novos campos estéticos da arte.