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ILUSTRADO
Segunda-feira, 25 de Julho de 2016, 18h:35

IN MEMORIAN

Amigos homenageiam bibliotecária Ana Heloíza

Alegre, profissional, amável, competente, forte, dinâmica, generosa, meiga, admirável, cativante, doce, determinada, talentosa, entusiasmada, inspiradora. Não faltam elogios para Ana Heloiza Farias, servidora da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), que faleceu no último dia 18, deixando uma ferida aberta no coração dos colegas que conviveram com ela. E mesmo aqueles que trocaram poucas palavras, quando se lembram, referem-se à Ana como uma pessoa simpática, cordial e sorridente. Nos dias de hoje, com tantas atribulações e gente ‘de cara feira’, é difícil exemplos como o de Ana, uma mulher que, por onde passou, sempre deixou uma lembrança positiva. Bibliotecária por formação e servidora efetiva, Ana estava lotada na Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça. Há três anos na SEC, estava à frente do Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso, coordenando o processo de informatização e integração das 152 bibliotecas públicas cadastradas no Estado. Um grande desafio para muitos. Para ela, mais que trabalho, uma motivação. O comprometimento e dedicação ao trabalho renderam frutos. No curto tempo em que esteve no Estado, foi premiada em março deste ano com a Medalha Rubens Borba de Moraes - Honra ao Mérito Bibliotecário, concedida pelo Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região. Ela foi eleita em uma votação aberta pelas redes sociais, concorrendo com outros profissionais da região Centro-Oeste. É uma medalha concedida anualmente em comemoração ao Dia do Bibliotecário. Na época, com toda sua delicadeza, Ana Heloíza declarou. “Receber a medalha é o reconhecimento de um trabalho que não é só meu, mas de um grupo que soma esforços e se compromete todos os dias para que o trabalho nas bibliotecas públicas de Mato Grosso seja reconhecido pela relevância social”. HOMENAGEM - Diante da profunda saudade e gratidão pela amizade, eles fizeram questão de homenagear Ana Heloiza, escrevendo depoimentos sobre como foi a marcante experiência de conviver com ela. “Hoje eu queria que essa verdade, fosse mentira, que fosse um pesadelo e que ao acordar encontraria você como era de rotina, amiga querida, forte em todos os momentos, mesmo os mais difíceis. Como foi rápida sua partida, como o tempo foi curto, queria ter tido mais tempo para demonstrar os meus sentimentos por você. Agora restam apenas lembranças, lembranças de uma querida e inesquecível amiga, lembranças de um tempo bom que não volta mais, que viverá para sempre em nossos corações de uma pessoa alegre, brincalhona, profissional, amada e querida por todos. Jamais esquecerei cada momento que vivemos juntos” Descanse em paz! (Patrícia Jaeger) Durante o tempo que ela passou pela biblioteca, foi uma grande heroína e soube conquistar seus objetivos. (Manoel Pinto de Moraes) Corações dilacerados, mas cheios de gratidão. A talentosa profissional encantou a todos com a doçura de uma personalidade cativante e entusiasmadora; a garota do interior se impôs com suavidade. Em três anos de convívio aprendi a admirá-la, fui testemunha do brilhantismo e dedicação com que a premiada biblioteconomista dinamizou tudo o que tocou; quando talento! Tive o privilégio de gozar de sua amizade, e é como amigo que me despeço, grato a Deus pelo grande aprendizado, pelo exemplo e inspiração. Descanse em paz minha amiga, que Deus te receba em graça e glória. (Luciwaldo Pires de Ávila) Estive com a Ana por muitas viagens em todo Estado. Era incrível acompanhar seu fôlego. Era uma profissional incansável. (Ovídio Borges Mudim Filho) Ana Heloíza realizou um excelente trabalho, nunca me esquecerei de sua força, alegria e dinamismo, sempre lutando pelo desenvolvimento e reconhecimento da Biblioteca Pública Est. Estevão de Mendonça, procurando inovar, contagiava a todos com o seu entusiasmo. Neste momento triste, lembremos que ela está nos braços do PAI, e que Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. (Jhomara Alves) Ana Heloiza foi uma das melhores pessoas que cruzaram minha história. Para os que não a conheceu, vou dizer: ela foi amiga, generosa, meiga, alegre, caridosa, encantadora. Hoje recordo você e sorrio, feliz por ter compartilhado da sua vida e com a esperança de um dia voltaremos a nos encontrar. Saudades eternas!!! (Gislene Ribeiro Dias) Deus chamou. Ela atendeu. Ana você nos deixou bons momentos com seu jeito de ser, respeito, coleguismo, conquistando espaço em pouco tempo. A carne acaba. A lembrança não. Onde você estiver, Deus abençoe. (Armerindo Figueiredo) Nas coisas pequenas, mais que nas grandes, muitas vezes reconhecemos o valor de uma pessoa. Talvez a sua ida represente apenas mais uma despedida, mais em sua partida levou saudades, admiração, respeito e acima de tudo o amor daqueles que te conheciam. Ana você nunca deixará de ser uma grande amiga. (Marcelo Max Freire) Ana e eu éramos do mesmo concurso, fui nomeada em 2012 e ela em 2013. Quando vi sua nomeação, logo entrei em contato por meio das redes sociais para que não perdesse o prazo, pois havia uma carência grande de bibliotecários no Estado. Ela ficou em dúvida, mas decidiu vir de Rondonópolis, de onde morava, para assumir o cargo. Chegou de forma suave e aos poucos conquistou todo mundo. Não tinha medo do trabalho, assumiu o Sistema Estadual de Bibliotecas e se dispôs a percorrer este imenso Estado. As bibliotecas por onde passou jamais serão as mesmas. Ana era cérebro e braço, força e delicadeza. Sua passagem foi breve e intensa. Vai ser difícil continuar o trabalho sem ela. Mas sempre vou me lembrar do bom que ela tinha. A morte pra mim não é o fim, não acredito em despedida sem reencontro. E quando pudermos nos reencontrar, Ana vai ter que me explicar: que história é essa de morrer no dia do meu aniversário? Tem brincadeira que só amigo entende. Não tenho dúvidas de que essa ela entenderia. (Fernanda Quixabeira)

Edição EDIÇÃO 16969




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