Não posso negar que a morte do estilista Clodovil Hernandes me tocou nos sentimentos naturais de um homem, de um ser humano. O estilo debochado e inteligente do Clô me coloca diante do José Jacintho, o nosso Jejé. Hoje, já não tanto como antes. E a semana começou assim. E assim eu li a notícia que a dona Terezinha Maggi estaria com problemas de saúde após um simples procedimento médico. Nada que preocupe, mas, nem tanto que não se pode negar uma oração de paz e amor. E eu que ainda quero ver a dona Terezinha como uma cuiabaníssima. Nos braços da gente da Baixada. Esse meu projeto falhou... Nem começou... Agora é tarde. E a semana continua com os pecuaristas culpando os donos de frigoríficos pela crise no campo. Ou no bolso? E ai eu fico pensando: nesse meio só tem carne de pescoço. A gente não sabe ao certo onde está a carne de primeira. Os frigoríficos estão fechando e as vacas magras. Por falar em vacas magras, alguém soprou no meu ouvido que essa história dos jogos da Copa, em Mato Grosso, vai terminar não sobrando para nem um dos Matos Grosso. A cartolagem da Fifa acha que o dinheiro afina por aqui. E a eles o que interessa é dinheiro. Muito dinheiro. Mas, em todos os casos, quem sabe, a gente chegará a ver o Verdão superlotado. Será um marco histórico. Ai que saudade de Macário Zenagape, Ranulfo Paes de Barros, Joaquim de Assis, Paulo Yule, Rubens dos Santos. Joaquim Vermelho. Nhá Barbina e Chinxarrinha. Esses sim, agitavam a torcida e transformavam em espetáculo qualquer joguinho no Dutra. Virava um verdadeiro clássico. Mas, tem nada não. Wilson Santos está promovendo o Iptu da Copa ou a Copa do Iptu.. Por falar em Wilson Santos, outro dia, um eleitor do Galinho. Ah! Ele não quer que o chamem de Galinho. Desculpe-me. Pois é, então, como eu ia dizendo, o seu eleitor me disse: o projeto político de Wilson para governo está destabelado. Destabelado? Ah! Sei! Entendi. Não tem tabela. Não está tabelando com outros partidos. E todos nós sabemos que para marcar gol é preciso uma boa tabela! Mas deixa isso pra lá! Isto aqui não é artigo e nem comentário. É uma crônica. E crônica precisa de um toque sutil da verdade e um cheiro de coisa do povo. E esse mesmo povo anda dizendo por ai de que Murilo Domingos, prefeito licenciado de Várzea Grande, não fica só sessenta dias fora da prefeitura. Pode ficar muito mais. Mesmo sabendo que ele pegou amor pelo poder. Amor pelo poder é coisa séria. Coisa de psiquiatria. E isso me faz lembrar que certa vez eu e uma colunista social começamos a escrever um livro sobre Festas e amores no poder, mas chegamos a conclusão que não levaria a nada a divulgação das festas que ela participou e dos amores que ela descobriu. Afinal de contas; quem não adora festas. Ainda mais, festas no pantanal. Dos amores fica pra depois... E a semana ainda não terminou... *Jê Fernandes, jornalista, radialista, poeta, contador de histórias, conversador fiado e colabora com o DC Ilustrado - E-mail:
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