ILUSTRADO
Segunda-feira, 25 de Junho de 2007, 19h:53
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CINEMA
A magia de Federico Fellini no Arsenal
Será exibido o premiado filme La Dolce Vita (1967), uma das principais obras do genial cineasta italiano. Marcello Mastroiani e Anita Ekberg estão no elenco
ADRIANA NASCIMENTO
Da Reportagem
O projeto Imagens em Pauta do Sesc Arsenal apresenta hoje, um clássico da cinematografia mundial. Trata-se do filme La Dolce Vita (Itália, 1967, 167), de Federico Fellini (Amarcord e 8 e ½). Como mais do que uma sessão de cinema, o projeto propõe a discussão acerca de clássicos com o objetivo de analisar os principais códigos e convenções que compõem uma obra cinematográfica, haverá discussão acerca desta obra mediada pelo professor do Departamento Social da Universidade Federal de Mato Grosso, Diego Baraldi de Lima. La dolce vita é um filme franco-italiano e normalmente citado como marco da transição dos estilos do diretor, do neo-realismo para simbolismo. Quem ver o longa poderá conhecer de onde surgiu o nome paparazzo, usado para nomear fotógrafos que perseguem celebridades. O filme é que deu origem ao termo. Paparazzo é o nome do personagem de Walter Santesso, fotógrafo que acompanha o jornalista que vive atrás de fofocas das celebridades, Marcello Rubini (Marcello Mastroianni, um dos atores preferidos do diretor). Premiadíssimo e sempre atual, a estória tem como marca a falta de comunicação e decadência da sociedade da época. Se passa em Roma onde Rubini passa a cobrir a visita da atriz hollywoodiana Sylvia Rank (Anita Ekberg), por quem fica fascinado. Através dos olhos deste personagem, Fellini mostra uma Roma moderna, sofisticada, mas decadente, com os sinais da influência estadunidense. O repórter é um homem sem compromisso, que se relaciona com várias mulheres: a amante ciumenta, a mulher sofisticada em busca de aventura, e a atriz de Hollywood, com a qual passeia por Roma, culminando no ponto alto do filme, a famosa sequência da Fontana di Trevi. Outra seqüência famosa do filme é a da abertura, na qual o jornalista, num helicóptero que transporta uma estátua de Jesus até o Vaticano, encontra uma mulher tomando sol numa cobertura e pergunta pelo seu número de telefone. O barulho dos motores impede que ambos possam se entender. A temática da falta de comunicação se repete ao longo de todo o filme. Prêmio - Na década de 60 La dolce vita rendeu a Fellini indicações ao Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor direção; recebeu o prêmio BAFTA (Reino Unido) de Melhor Filme e a Palma de Ouro no Festival de Cannes (1962). Ainda no Oscar ganhou o prêmio na categoria de Melhor Figurino - Preto e Branco. Ganhou também o prêmio NYFCC (1961 EUA) e de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Sindacato Nazionale Giornalisti Cinematografici Italiani 1961 (Itália). Marcello Mastroianni ganhou com La dolce vita prêmio de Melhor Ator e a obra ganhou ainda como Melhor História Original e Melhor Cenografia pelo Sindacato. SERVIÇO O QUE: Imagens em Pauta la dolce vita QUANDO: 26 de junho, 18h30 ONDE: Cinesesc QUANTO: Entrada franca INFORMAÇÕES: 3616-6900