ILUSTRADO
Segunda-feira, 19 de Abril de 2010, 21h:02
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ÍNDIO
A Academia dos Saberes Indígenas abre as portas
Para nós todo dia é dia do índio. Esta frase é do indígena Márcio Parameriri, da etnia Bororo, que integrou a mesa redonda que deu início as atividades do III Encontro Indígena, que aconteceu ontem (19.04), no Museu de Pré-História Casa Dom Aquino, em celebração ao Dia do Índio. Compondo a mesa junto a ele estavam Suzana Hirooka, coordenadora da Casa Dom Aquino, os indígenas Onizokeeci (Pareci), Yamalui (Kuikuro), Tuínaki (Karajá), Tserité (Xavante) e representando a secretaria de estado de Cultura, o secretário Oscemário Daltro, a coordenadora de Ações Artístico-Cultural, Ana Moreira, e a coordenadora de Patrimônio Histórico, Maria Antúlia. O Encontro teve início logo pela manhã, conforme a programação, com a abertura da Academia dos Saberes Indígenas. Márcio destaca que este será um espaço democrático aberto para todas as etnias participar e contribuir. De acordo com ele, esta ação é importante por se preocupar em registrar a memória e riqueza da cultura indígena. O povo que não tem história não tem rumo a seguir. Somente no Mato Grosso há 42 etnias indígenas. Por isso é importante registrar essa diversidade, afirma. Após a mesa redonda, houve apresentação de dança de duas etnias: Kuikuru e Xavante. A primeira, do município de Canarana, apresentou uma dança que se chama Dança que alegra as aldeias. Já a segunda, de Campinápolis, agraciou o público com uma dança intitulada Bem-vindos ao encontro. Os estudantes da rede pública e particular que visitaram o local no período da manhã ficaram com os olhos fixos na apresentação dos indígenas, que despertou olhares curiosos pela pintura que apresentavam em seus corpos. Além dos Kuikuru e Xavante, outras três etnias participam do Encontro: Karajá, do município de São Félix do Araguaia, Pareci, de Tangará da Serra e Bororo, de Rondonópolis. As atividades do Encontro continuaram no período vespertino. (Com Assessoria)