ESPORTES
Segunda-feira, 21 de Junho de 2010, 21h:31
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Sob críticas, Parreira muda esquema para partida decisiva
JAMIL CHADE
Da Agência Estado - Bloemfontein, África do Sul
O técnico da África do Sul, Carlos Alberto Parreira, cedeu e mudará quase metade do time para o que pode ser sua última apresentação na Copa do Mundo. O brasileiro anunciou que atuará com mais um atacante contra a França, hoje, em Bloemfontein, revertendo uma posição mais defensiva adotada nos últimos oito meses. Criticado pela imprensa sul-africana, Parreira rejeita que uma desclassificação seja um fracasso e insiste: quer terminar o Mundial com a cabeça erguida. Para o jogo contra a França, cinco novos jogadores entrarão em campo. Mas o brasileiro evita indicar quem serão os titulares e diz que manterá o mistério até esta terça. "Tenho já o time em minha cabeça", disse Parreira. O que ele não esconde é que, depois de oito meses jogando com uma formação, mudará a tática e colocará mais um atacante. Nos últimos dias, Parreira tem sido alvo da imprensa sul-africana, que o culpa - ao lado da federação de futebol - pelo desempenho fraco da seleção. Para o jornal The Times, as mudanças estariam ocorrendo "tarde demais". Um dos jornais chega a questionar seu salário alto e a decisão de realizar a pré-temporada no Brasil. A imprensa sul-africana ainda revela que, após a derrota para o Uruguai por 3 a 0, alguns jogadores teriam se queixado da estratégia adotada por Parreira em campo e não a escalação. Outra acusação seria de que o técnico teria favorecido um grupo de jogadores dentro da seleção. As críticas obrigaram a federação local de futebol a sair em defesa do brasileiro. "A Federação respalda totalmente Carlos Parreira. Apoiamos ele. Apoiamos os 'Bafana Bafana'. Agora o mais importante é conseguir uma vitória convincente sobre a França. Se vencermos, podemos passar às oitavas", afirmou o comunicado do presidente da entidade, Kirsten Nematandani. O ícone africano Nelson Mandela também mandou sua mensagem para a seleção sul-africana. O diretor da Fundação Nelson Mandela, Achmat Dangor, disse que o prêmio Nobel da Paz dará todo o apoio que puder à seleção. "A meta será a de terminar com uma equipe vencendo, de cabeça erguida. Não vejo a desclassificação como um fracasso", disse.