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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010, 21h:32

SÃO PAULO

Sequência em casa é alento para sonhar com Libertadores

MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado - São Paulo, SP
As duas vitórias sob o comando de Paulo César Carpegiani devolveram um pouco de esperança aos jogadores de conseguirem uma vaga à Libertadores. O objetivo ainda está distante, mas eles apostam no fator casa para torná-lo mais palpável. Dos nove jogos que restam para o São Paulo disputar no Campeonato Brasileiro, cinco deles serão como mandantes, sendo quatro no Morumbi e um na Arena Barueri. O primeiro é clássico contra o Santos, domingo. Carpegiani quer tirar proveito da vantagem caseira na tabela para tirar os oito pontos que ainda separam o São Paulo do Corinthians (41 contra 49). Para isso, ele vai levar o time para treinar no estádio hoje, o que não acontecia desde o duelo com o Internacional, pela semifinal da Libertadores, em agosto, ainda com Ricardo Gomes. O treinador vai comandar um último coletivo para ajustar o time ao campo de jogo. A intenção é acertar o posicionamento da equipe, fazer uma espécie de adaptação às dimensões do gramado, já que Carpegiani vai colocar em campo uma formação inédita no clássico. O São Paulo vai jogar com quatro jogadores na linha de ataque, sem meias de ligação. Lucas e Fernandinho vão jogar abertos nas pontas pela direita e esquerda, respectivamente, com Ricardo Oliveira e Dagoberto na frente, com o segundo voltando um pouco mais. Por isso, Carpegiani está preocupado em compactar o time. Os homens de frente terão de ajudar na marcação, já que o São Paulo terá apenas dois volantes. Nestes últimos dias, com Casemiro acometido por uma amigdalite, Rodrigo Souto e Richarlyson atuaram por ali. Os laterais Jean e Diogo - vai jogar se Casemiro não se recuperar - também vão subir menos para formar uma linha defensivo forte ao lado de Alex Silva e Miranda. O que Carpegiani pede nos treinos é um mistério. "Não tem muito o que falar. Vocês puderam observar o que fizemos", despistou Jean. De longe foi possível notar que Carpegiani quer evitar, ao máximo, dar espaço para os perigosos atacantes santistas. Sem adotar marcação especial, ele sabe que Neymar, por exemplo, nunca pode ficar livre. O treino no Morumbi servirá, entre outras coisas, para ajustar imperfeições no posicionamento defensivo, já que há muito tempo o São Paulo não joga em seu estádio. A última vez foi em 25 de setembro, na derrota para o Goiás, ainda sob o comando do interino Sérgio Baresi. GRAMADO RUIM? - Os jogadores querem ainda descobrir qual o estado do gramado. O Morumbi foi o palco de dois shows na última semana. Bon Jovi se apresentou na quarta-feira - enquanto o time jogava contra o Vitória na Arena Barueri - e o Rush tocou na sexta.

Edição EDIÇÃO 16960




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