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ESPORTES
Sábado, 26 de Junho de 2010, 18h:24

FORA DO CAMINHO

Seleções tradicionais estão fora

ANTERO GRECO
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
A seleção brasileira tem feito a sua parte, ao superar obstáculos na fase de grupos. Mas outras equipes tradicionais deram forcinha para tornar menos pedregoso o caminho até a decisão. Itália e França, as finalistas de quatro anos atrás e campeãs, voltaram precocemente. Neste domingo, será a vez de Inglaterra ou Alemanha abrir mão. A saída de cena de três gigantes ajuda o Brasil na questão de cruzamentos. Havia a possibilidade de franceses e italianos estarem no lado da chave em que também ficou a seleção. Os "Bleus" ostentam retrospecto favorável nos duelos contra os brasileiros em Copas - perderam a semifinal de 1958 (5 a 2), mas depeneram a amarelinha em 1986 (nos pênaltis, depois de 1 a 1 no tempo e prorrogação), em 1998 (3 a 0 na final) e em 2006 (1 a 0, nas quartas de final). O encontro desta vez estaria marcado para as semifinais. A "Squadra Azzurra" se encaminhava também para peitar os brasileiros já nas quartas de final. Em princípio, a tetracampeã era favorita no Grupo F, o que a levaria para outro entroncamento, aquele com mais campeões do mundo. Mas, depois de derrapadas contra Paraguai e Nova Zelândia, a tendência era terminar em segundo e desafiar a Holanda nas oitavas. O exército de Brancaleone chefiado por Marcello Lippi foi desbancado pela Eslováquia, para alívio geral. A Itália tem histórico equilibrado com a seleção em Copas. Em 1938, ganhou a semifinal, na campanha do bi (2 a 1 em Marselha), mas perdeu a final de 1970 (4 a 1 na Cidade do México) e a decisão do 3.º lugar em 1978 (2 a 1). O troco veio na Espanha, em 1982, com 3 a 2 na segunda fase. A torcida agora pode ficar pela Inglaterra, velha freguesa em campanhas de títulos. O "English Team" ficou no 0 a 0 em 1958 (primeira fase), perdeu por 3 a 1 em 1962 (nas quartas), levou 1 a 0 em 1970 (na etapa de grupos) e foi eliminado por 2 a 1 nas quartas de final em 2002. Já a Alemanha cruzou com o Brasil apenas em 2002 - e perdeu a final por 2 a 0. O único bicho papão que a seleção poderá ter pela frente, antes da final, é a Holanda. Encontro marcado para as quartas. A história indica uma leve vantagem para o Brasil: em 1974, o Carrossel deu uma aula nos então tricampeões, com 2 a 0 na 2.ª fase, mas perdeu por 3 a 2, nas quartas de 1994, e nos pênaltis a semifinal de 1998 (1 a 1 no tempo normal e prorrogação). Resta um adversário de amarga lembrança. O Uruguai provocou a maior decepção da história da seleção, com a vitória por 2 a 1 na finalíssima de 1950, no Maracanã. O troco veio 20 anos mais tarde, com os 3 a 1 na semifinal em Guadalajara. A possibilidade é de confronto na semifinal.

Edição EDIÇÃO 16965




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