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Segunda-feira, 29 de Março de 2010, 21h:29

LIBERTADORES

São Paulo se satisfaz com o empate

Equipe paulista viajou para o México fazendo contas e afirmando que o objetivo é eliminar o adversário da competição continental

MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado – São Paulo
O São Paulo, claro, não jogará para empatar contra o Monterrey, amanhã, no México, pela Libertadores. Mas se ao final dos 90 minutos o placar apontar igualdade estará de bom tamanho. A matemática do Morumbi é simples. O empate elimina os mexicanos, que continuariam quatro pontos atrás e apenas um jogo para fazer. E o São Paulo possivelmente teria de vencer o Once Caldas na última rodada para avançar, já que os colombianos, que tem um ponto de desvantagem, enfrentam o eliminado Nacional em casa. "Fora de casa o empate é sempre bom, até porque somos líderes do grupo e depois decidimos com o Once Caldas no Morumbi", disse o zagueiro Alex Silva. O discurso foi repetido por Ricardo Gomes. "Não vamos jogar para isso, mas precisamos de no mínimo um empate lá." O goleiro Rogério Ceni concorda, mas avisa que não dá para pensar em segurar o time. "Queremos uma vitória para garantir nossa vaga, mas também não podemos perder para não deixar o Monterrey ‘entrar’ na competição novamente. Com o empate, eles já não podem tomar o nosso segundo lugar. Aí jogaríamos com o Once Caldas aqui...", disse o goleiro. "Mas seria loucura jogar para empatar." O CHEFE - O presidente Juvenal Juvêncio não quis dar entrevista antes do embarque para o México, mas respondeu rapidamente duas perguntas antes de entrar na sala de embarque para pegar o avião Sobre o clássico contra o Corinthians, disse que o resultado foi normal. "Estava no script. Era o jogo entre dois grandes times", afirmou. Em seguida, falou da partida contra o Monterrey "Todo jogo me preocupa." SUPERADO - O mal-estar criado por um funcionário da Locaweb, que fechou com o São Paulo patrocínio para dois jogos, está superado Pelo menos é o que garantem os dirigentes são-paulinos. O diretor comercial da empresa, Alex Glikas, postou em seu Twitter ofensas ao clube durante o clássico, além de se referir ao São Paulo como 'bambizada'. O clube aceitou o pedido de desculpas feito por ele ao diretor de comunicações, Rogê David, e também de maneira oficial pela Locaweb, em nota divulgada à imprensa. Cicinho - Está nas mãos do presidente Juvenal Juvêncio a solução do "caso Cicinho". O jogador reclamou do técnico Ricardo Gomes por ficar na reserva no clássico de domingo e deve ter uma conversa com o mandatário, o único dirigente a viajar com a equipe para o México, onde o São Paulo enfrenta o Monterrey nesta quarta-feira. O cartola pretende acalmar os ânimos do time para evitar que o início de crise após duas derrotas seguidas no Campeonato Paulista - para Bragantino (1 a 0) e Corinthians (4 a 3) - tenha reflexos na campanha tricolor na Copa Libertadores. Os dirigentes que ficaram no País não sabem qual será a atitude de Juvenal, embora mostrem apoio a uma medida mais dura com relação ao jogador. A contratação de Cicinho junto à Roma demorou mais de dois meses para ser concretizada porque o lateral queria manter seu salário nos padrões europeus para retornar. Não conseguiu, mas onera os cofres são-paulinos mensalmente em mais de R$ 200 mil, o segundo maior salário do São Paulo. A cobrança será conforme o quanto o clube pagou por ele. "Não sei como o Juvenal vai resolver isso lá no México, mas é claro que é uma situação que preocupa", disse o vice-presidente de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. "Não é bom que o Cicinho faça uma reclamação dessas. Não queremos jogador satisfeito no banco de reservas, mas é importante que ele busque seu espaço em campo e faça por merecer uma vaga no time titular." Ontem, Juvenal evitou falar com os jornalistas que acompanham o time na viagem. Disse que os atenderia antes da partida, provavelmente depois de tomar uma atitude em relação a Cicinho. O lateral afirmou, nos microfones da imprensa, que tem totais condições de jogo e não entendia porque não era escalado. Junto dos demais reservas no aquecimento antes de entrar em campo contra o Corinthians, no entanto, bradou insultos contra o técnico, deixando companheiros e até os profissionais de imprensa que presenciaram o fato constrangidos. "Está claro que o Cicinho ainda não tem totais condições físicas e vai precisar de mais tempo para entrar no time", lembrou Leco, contestando o próprio jogador. "Falam que eu não tenho ritmo de jogo, mas preciso jogar para ter ritmo. Tenho condições de jogar os 90 minutos", garantiu o lateral-direito.

Edição EDIÇÃO 16961




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