ESPORTES
Terça-feira, 03 de Março de 2009, 19h:54
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São Paulo encara pressão em Cali
MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado São Paulo
Tata trabalhou como espião para ajudar o São Paulo no duelo contra o América de Cali, amanhã, pela Libertadores. O auxiliar do técnico Muricy Ramalho observou no estádio dois jogos do próximo rival, contra Deportivo Cúcuta e Defensor Sporting, preparou um dossiê e já avisou: os colombianos têm uma equipe rápida, com destaque para Jhon Jairo Valencia e Diego Chará. "Não conheço muito do América, mas já enfrentei o Milionarios no ano passado. Parece que todo mundo toma energético antes da partida, eles têm um gás diferente quando jogam em casa, terá muita correria", afirmou o volante Hernanes, ontem, antes do embarque do São Paulo para Cali, na Colômbia. O atacante Borges não pensa diferente. "O colombiano já gosta de correr por natureza", comentou o jogador, que será titular na decisiva partida de amanhã, quando o São Paulo precisa da vitória para não se complicar na Libertadores. "Espero que eles possam vir para cima mesmo, assim dão mais espaço para jogarmos no contra-ataque." Muricy ainda passará mais detalhes do relatório feito por Tata, mas os zagueiros são-paulinos já sabem que terão trabalho com os atacantes Parra e Ramos. "Eles são rápidos", resumiu Miranda, utilizando como exemplo o jogo contra o Independiente Medellín, no Morumbi, na estreia na Libertadores. "É uma característica de todo time colombiano." Se os jogadores do São Paulo tratam o jogo de hoje como uma decisão e falam "em ficar em uma situação difícil no grupo" em caso de derrota, o América de Cali não pensa diferente. Os colombianos estrearam com derrota para Defensor Sporting, por 1 a 0, no Uruguai, e precisam vencer em casa para não virarem meros coadjuvantes na chave. "Vamos enfrentar muita pressão lá", admitiu o ala Jorge Wagner, consciente de que o São Paulo terá bastante trabalho para sair da Colômbia com vitória. "O importante é segurar no começo da partida porque eles vão vir para cima. Se não sofremos o gol antes dos 15 minutos, aí fica mais fácil para jogar." O volante Jean concordou com o companheiro. "Precisamos entrar muito atentos desde o início. Eles vão correr bastante, pressionar para tentar fazer o gol logo no começo", disse. Enquanto isso, a esperança do zagueiro André Dias está justamente na postura agressiva que o América deve adotar por jogar ao lado de sua torcida.