ESPORTES
Sexta-feira, 02 de Outubro de 2009, 23h:23
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Rio herdou votos adversários
Ao contrário de todas as previsões feitas pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, a vitória do Rio foi obtida com uma ampla margem. Quando a disputa ficou restrita apenas a duas cidades, na terceira e última rodada da votação, a candidatura brasileira herdou quase todos os votos de Chicago e Tóquio, ganhando de Madri por 66 a 32. Na primeira rodada de votação para sede da Olimpíada de 2016, nesta sexta-feira, em Copenhague, na Dinamarca, Madri terminou na liderança, com 28 votos. Foi seguida pelo Rio, com 26, e por Tóquio, com 22. E Chicago acabou eliminada precocemente da eleição, para surpresa de muitos que apontavam leve favoritismo da candidatura norte-americana - recebe apenas 18 votos. A eliminação precoce chocou Chicago. "Estamos muito decepcionados", afirmou Pat Ryan, presidente da delegação norte-americana. Questionado sobre o motivo da rejeição à cidade, ele se recusou a falar. "Isso quem tem de responder são os integrantes do COI", limitou-se a dizer. Para Bob Ctvrtlik, vice-presidente do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, a votação foi "política". Com Chicago fora da disputa, a segunda rodada de votação já teve vitória do Rio, que herdou os votos que eram destinados à cidade norte-americana e terminou com 48 votos. Madri, por sua vez, subiu para 29 e terminou em segundo lugar. E Tóquio, com apenas 20 votos, acabou eliminado da disputa. "O primeiro voto é uma espécie de compromisso que os delegados assumem para evitar a eliminação de uma cidade. Depois, eles se sentem livres para votar em quem eles realmente acreditam", explicou Orlando Silva, ministro do Esporte. "Houve transferência quase automática de votos de Chicago para o Rio. Mas o Rio também foi o segundo voto de todo mundo. Basta ver sua evolução: de 26, para 46, para 66. Quem caía aderia prontamente ao Rio." Assim, na última rodada da votação, com somente duas cidades na disputa, o Rio recebeu os votos de Chicago e Tóquio, somando um total de 66 votos. Madri ainda conseguiu subir um pouco, mas ficou com apenas 32 votos, menos do que a metade da rival brasileira. Ou seja, foi uma vitória incontestável do Brasil.