A arrecadação de Mato Grosso segue em ritmo acelerado e caminha para estabelecer um novo recorde histórico em 2026. Dados do Tesouro Estadual apontam que, entre janeiro e junho deste ano, a receita bruta já alcançou R$ 36,857 bilhões, valor R$ 2,456 bilhões superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o Estado arrecadou R$ 34,401 bilhões.
Mantendo a média observada nos primeiros meses do ano, a previsão é de que a arrecadação estadual ultrapasse R$ 77,8 bilhões até dezembro, superando os R$ 70,269 bilhões registrados em 2025.
O crescimento das receitas ocorre em meio à política fiscal adotada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que manteve a linha de gestão implantada pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), marcada pelo controle rigoroso das contas públicas e pela busca de equilíbrio fiscal.
Embora o governo estadual destaque a necessidade de cautela diante das incertezas da economia nacional, o desempenho das receitas demonstra a força da atividade econômica mato-grossense, especialmente dos setores ligados ao agronegócio, comércio, serviços e logística.
A trajetória de expansão da arrecadação estadual vem sendo observada desde 2019. No último ano da gestão Pedro Taques, em 2018, Mato Grosso arrecadou cerca de R$ 27,5 bilhões. Já em 2019, primeiro ano da administração Mauro Mendes, o volume de receitas saltou para R$ 30,7 bilhões.
Em 2020, mesmo sob os impactos da pandemia da Covid-19, o Estado registrou arrecadação de R$ 35,5 bilhões, beneficiado por repasses extraordinários da União, suspensão temporária do pagamento de dívidas e programas federais de apoio financeiro aos estados.
A expansão prosseguiu nos anos seguintes. Em 2021, a receita alcançou R$ 48 bilhões. Em 2022, chegou a R$ 56,6 bilhões. Em 2023, atingiu R$ 59,8 bilhões e, em 2024, avançou para R$ 60,8 bilhões, até alcançar os mais de R$ 70 bilhões arrecadados no ano passado.
Ajuste fiscal e investimentos
Especialistas apontam que o crescimento das receitas foi acompanhado por medidas de ajuste fiscal implementadas ao longo dos últimos anos. Entre elas estão a renegociação de dívidas, o controle de gastos públicos e a adoção de políticas voltadas à manutenção da capacidade de investimento do Estado.
Outro fator que contribuiu para o fortalecimento das finanças estaduais foi a suspensão temporária de reajustes salariais durante o período da pandemia, medida adotada em todo o país em razão das restrições impostas pela legislação federal relacionada ao auxílio emergencial aos estados e municípios.
Ao mesmo tempo, Mato Grosso ampliou investimentos em infraestrutura, educação e logística, utilizando tanto recursos próprios quanto operações de crédito autorizadas em razão da boa capacidade de endividamento do Estado.
Com arrecadação média superior a R$ 6 bilhões por mês nos primeiros meses de 2026, o governo estadual projeta manter a trajetória de crescimento das receitas até o final do exercício.
A expectativa é que a combinação entre expansão econômica, aumento da atividade produtiva e continuidade das políticas de equilíbrio fiscal permita ao Estado encerrar mais um ano com resultados positivos nas contas públicas.
O desempenho reforça a posição de Mato Grosso entre os estados com maior capacidade de arrecadação e investimento do país, sustentado principalmente pela força do agronegócio e pelo dinamismo de sua economia nos últimos anos.




