ALMIR LEITE E JAMIL CHADE
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
A Coreia do Norte ganhou, ontem, um motivo para aumentar o mau humor exibido desde que a delegação desembarcou na África do Sul. A seleção se viu envolvida numa polêmica iniciada pela manhã que dava conta da deserção de quatro jogadores, teve desmentidos durante o dia e terminou com mais um descumprimento de compromisso firmado com a Fifa no fim da tarde. A entrevista coletiva para tratar do assunto foi cancelada sem explicações. A confusão começou após a publicação, por um jornal da Coreia do Sul, de informação dando conta que o atacante An Chol Hyok, o goleiro Kim Myong Won e os meio-campistas Kim Kyong Il e Pak Sung Hyok teriam fugido antes do jogo de terça-feira com o Brasil. A notícia foi reproduzida por órgãos de imprensa da Itália e Portugal. Assustada, a Fifa procurou os norte-coreanos e fez desmentido, ainda pela manhã. Explicou que a confusão se deu porque os quatro jogadores foram retirados da lista dos atletas que poderiam enfrentar a seleção brasileira. "Não houve problema algum. São rumores que saíram na imprensa, aparentemente porque eles não estavam na lista para a primeira partida", disse o porta-voz da Fifa, Nicolas Maingot. "Já conversamos com a delegação norte-coreana, que negou a deserção". Pouco depois, a entidade informou aos jornalistas que os norte-coreanos e a própria Fifa falariam do assunto às 17 horas, antes do treino dos asiáticos na localidade de Tembisa. Na hora marcada, mais de uma centena de jornalistas estavam no estádio de Makhulong. Mas, não teve conversa nem justificativa. A Coreia do Norte, com a ajuda da polícia sul-africana e de seguranças particulares, colocou todo mundo para fora do estádio após 15 minutos de treino, tempo em que se pode observar, tirar fotos e contar a quantidade de jogadores treinando. A soma deu 23.