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ESPORTES
Quarta-feira, 20 de Junho de 2007, 19h:24

Organização faz simulação de emergências no Rio

Vários eventos que podem abalar o Rio de Janeiro durante os Jogos Pan-Americanos, como atentados terroristas, assassinatos de atletas ou até desabamento de instalações esportivas, foram incluídos na simulação feita pelo Comitê Organizador da competição (Co-Rio) para testar o Centro Principal de Operações (MOC). Pela primeira vez este tipo de atividade foi realizada em uma edição da competição continental, com o objetivo de exercitar os funcionários na busca rápida por soluções aos problemas.O MOC foi criado nas últimas edições dos Jogos Olímpicos e é o responsável por receber as informações e apresentar soluções para todos os problemas ligados ao Pan. No total, 75 pessoas trabalham no setor, divididas por três turnos, que funcionará 24 horas por dia a partir de quarta-feira. No exercício realizado ontem, o MOC simulou a operação para um acidente ocorrido com a delegação de pólo aquático de Porto Rico, na Linha Amarela. Na simulação, o único ferido grave foi encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, o confronto da equipe porto-riquenha adiado para o dia seguinte, e os espectadores que aguardavam a disputa no Parque Aquático Júlio de Lamare passaram a ser entretidos até a hora de o jogo seguinte começar. "Em competições deste porte acontecem problemas. Por isso, precisamos ser rápidos e ágeis nas busca pelas soluções", disse o presidente do Co-Rio e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. "Eles simularam 725 casos que poderão ocorrer no Pan. São várias situações a que todos estão sendo submetidos para evitarmos imprevistos." Para assegurar que as soluções encontradas terão eficácia e ficarão livres da burocracia, o MOC foi constituído por representantes do Co-Rio, dos governos municipal, estadual e federal, além de órgãos como a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio). Na simulação, todos trabalharam como se o Pan estivesse em andamento. "Eles precisam resolver todo tipo de situação. Vai de casos simples, como pequenos acidentes, a até o translado de um corpo a seu país de origem", destacou Nuzman.

Edição EDIÇÃO 16965




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