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ESPORTES
Sábado, 12 de Junho de 2010, 17h:25

GRUPO B

Messi brilha na vitória da Argentina

O gol da vitória foi anotado Heinze, aos seis minutos do primeiro tempo. O goleiro nigeriano foi o destaque da partida

ITAMAR CARDIN
Da Agência Estado – São Paulo
A Argentina teve uma estreia convincente na Copa do Mundo hoje, no Estádio Ellis Park, em Johannesburgo. Venceu a Nigéria por 1 a 0 com grande atuação de Messi, em partida válida pelo Grupo B do Mundial. O resultado deixou a Argentina na segunda colocação da chave, com três pontos, atrás da Coréia do Sul com um gol a menos de saldo - venceu a Grécia por 2 a 0 também ontem. Os argentinos enfrentam agora os sul-coreanos em 17 de junho, mesmo dia em que a Nigéria encara os gregos. Embora a vitória tenha sido por apenas 1 a 0, a Argentina foi superior durante quase todo o confronto. Inspirado, Messi teve atuação quase brilhante - faltou apenas o gol, marcado por Heinze - e criou as inúmeras chances argentinas. Faltou apenas tranquilidade a Higuaín para que o placar fosse mais amplo. Se foi bem no ataque, a seleção argentina mostrou que Diego Maradona tem ainda muito o que arrumar na defesa. Sobretudo no lado direito, onde Jonas Gutierrez não se encontrou com Demichelis. Foi por esse espaço que a Nigéria criou suas oportunidades. Esta, aliás, foi a terceira vez que a Argentina venceu a Nigéria nos últimos cinco Mundiais, todas pela primeira fase. Mas, nas demais oportunidades, o resultado deixou más lembranças. Em 1994, na vitória por 2 a 1, o então jogador Diego Maradona foi flagrado no doping justamente após o jogo contra os nigerianos. E, em 2002, depois de ganhar por 1 a 0 na estreia, perdeu em seguida para a Inglaterra e empatou com a Suécia. Foi, assim, eliminada ainda na primeira fase. O JOGO - A partida começou em ritmo alucinante. Logo aos dois minutos, Chinedu Obasi fez grande jogada pela esquerda e bateu cruzado, com perigo. Não demorou para que a Argentina desse o troco. Aos três, Messi fez grande jogada, cruzou rasteiro e Higuaín perdeu gol feito. No minuto seguinte, o jogador do Barcelona finalizou colocado da meia-lua, no ângulo, e exigiu grande defesa de Vincent Enyeama. E, na cobrança de escanteio, saiu o gol: Verón levantou e Heinze cabeceou com perfeição, em lance contestado pelos nigerianos - Samuel segurou Obinna e impediu que ele chegasse à bola. Em desvantagem, a Nigéria não se intimidou. Procurava, pelas pontas, chegar ao gol de Romero. Mas embora mantivesse o domínio e tocasse bem a bola no campo adversário, faltava uma referência na área para aproveitar os cruzamentos. A Argentina, por outro lado, aceitava a pressão e saía rápida aos contra-ataques. E quando chegava, o fazia com mais perigo. Aos 17, Messi driblou um zagueiro e bateu cruzado, exigindo grande defesa de Enyeama. Quatro minutos depois, Tevez deu lindo passe e deixou Higuaín na cara do gol. Mais uma vez, o atacante do Real Madrid desperdiçou Se atacava sempre com perigo, a Argentina apresentava alguns problemas no sistema defensivo. E quase sempre pelo lado direito, onde o meio-campista Jonas Gutierrez - improvisado na lateral - deixava muitos espaços. O gol de empate nigeriano quase saiu aos 25 minutos, quando o jogador do Newcastle falhou, Demichelis chegou atrasado na cobertura e Kaita bateu cruzado, assustando a defesa argentina. Messi, por sua vez, seguia inspirado. E, novamente em grande jogada, cortou um zagueiro, bateu colocado no ângulo e quase ampliou aos 38, não fosse a grande defesa de Enyeama. Na volta do intervalo, a Nigéria voltou encolhida. E Messi seguia fazendo a diferença. Logo aos três minutos, após dar bom passe para Verón na direita, ele próprio correu para a área e concluiu o cruzamento rasteiro - a bola passou raspando a trave. Com o time apático em campo, o técnico Lars Lagerback sacou Obinna e colocou Obafemi Martins. Logo depois, trocou Obasi por Peter Odemwingie. O time ganhou um pouco mais de velocidade e voltou a pressionar a Argentina, mas falhava sempre nas finalizações. Sem precisão na frente, a Nigéria abria cada vez mais espaços para a Argentina. Após rebote de escanteio, Tevez puxou rápido contra-ataque e tocou na entrada da área para Messi, que cortou um zagueiro e bateu com perigo para fora. No lance seguinte, o atacante do Barcelona deixou Higuaín na cara do gol. E novamente ele desperdiçou. As poucas chances nigerianas continuavam sendo nas costas de Gutierrez, de onde quase saiu o gol de empate aos 25 minutos com Taiwo, que finalizou firme de fora da área próximo ao canto esquerdo. Na sequência, o lateral-esquerdo sentiu contusão, ficou caído no gramado e foi substituído por Kalu Uche. A Nigéria ainda tentou pressionar no fim da partida, sobretudo em chutes de fora da área. A falta de precisão, no entanto, continuou sendo determinante. E a Argentina segurou a vitória sem maiores sustos. ARGENTINA – 1 Sergio Romero; Jonas Gutierrez, Martin Demichelis, Walter Samuel e Gabriel Heinze; Javier Mascherano, Juan Sebastian Verón (Maxi Rodriguez) e Angel Di Maria (Nicolas Burdisso); Gonzalo Higuaín (Diego Milito), Lionel Messi e Carlos Tevez. Técnico - Diego Maradona. NIGÉRIA – 1 Vincent Enyeama; Chidi Odiah, Daniel Shittu, Joseph Yobo e Taye Taiwo (Kalu Uche); Dickson Etuhu, Lukman Haruna, Sani Kaita e Chinedu Obasi (Peter Odemwingie); Victor Obinna (Obafemi Martins) e Aiyegbeni Yakubu. Técnico - Lars Lagerback. Árbitro - Wolfgang Stark (ALE). Gols - Heinze, aos cinco minutos do primeiro tempo. Cartões amarelos - Jonas Gutierrez e Lukman Haruna. Local - Estádio Ellis Park, em Johannesburgo (África do Sul).

Edição EDIÇÃO 16961




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