ESPORTES
Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008, 19h:54
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MATEMÁTICA
Matemáticos dizem que o São Paulo é o favorito ao título
FÁBIO HECICO
Da Agência Estado São Paulo
Quem pensa que jogador e treinador de futebol se limitam a jogar e escalar suas equipes se engana. Eles estão se aprimorando, cada vez mais, em fazer contas. Assim que a 34ª rodada do Campeonato Brasileiro foi concluída, no domingo à noite, todos já sabiam, na ponta da língua, o que sua equipe precisará realizar para levantar o troféu no dia 7 de dezembro, data da rodada final. A matemática que já colocou o São Paulo com apenas 7% de chances de levar a taça pelo terceiro ano seguido, o sexto na história do Brasileiro, agora dá vantagem com folga ao líder: imponentes 59% diante de apenas 23% do Grêmio. Apesar da soberania nos cálculos, um tropeço pode ser fatal. O técnico Muricy Ramalho se esforça, desde o sofrido mas importante placar de 3 a 2 contra a Portuguesa, no sábado, para conter a euforia do time e alertar o elenco sobre os perigos dos números. "Não ganhamos nada ainda. Precisamos manter a seriedade nos quatro jogos restantes", observou, ciente de que um tropeço já é suficiente para o Grêmio ultrapassá-lo. "Se bobearmos, podemos perder a liderança", acrescentou o atacante Borges. "A vitória diante do Palmeiras nos colocou de vez na briga pelo título. Agora, é só ganharmos nossos jogos e torcer para que o São Paulo tropece uma vez", comentou o meia gremista Tcheco - autor do gol solitário diante do Palmeiras, no Palestra Itália -, mostrando conhecimento da situação. A confiança dos gaúchos tem uma explicação: nas últimas quatro rodadas do primeiro turno, o Grêmio bateu todos os seus adversários - os mesmos dos quatro jogos que lhe restam -, enquanto o São Paulo ficou no empate com Figueirense, oponente de domingo, e caiu diante do Fluminense, rival da penúltima rodada. Vale um lembrete: no primeiro turno, o São Paulo passava por momentos de turbulência, ainda sofria com a queda na Libertadores e agora está voando, com série de 14 jogos sem ser batido. Por outro lado, os gaúchos vêm numa gangorra - ganham aqui, perdem ali. E os outros três? Apesar da distância de quatro pontos para o líder e de dois para o segundo colocado, o Cruzeiro segue com otimismo. E o maior número de vitórias (19 diante de 18 dos concorrentes), primeiro critério de desempate, é sua arma para se apegar, ainda, ao sonho da conquista do título e acabar com a hegemonia paulista - o Estado fez os últimos quatro campeões. Dos quatro adversários que têm pelo frente, os mineiros venceram três na fase inicial. Agora, teriam de ganhar todas e torcer contra os líderes.