ESPORTES
Quarta-feira, 07 de Julho de 2010, 20h:53
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Löw parabeniza o adversário
O toque de bola com rapidez da seleção da Espanha derrotou a equipe da Alemanha. Foi assim que o técnico Joachim Löw explicou o tropeço de sua equipe ontem, e o consequente fim do sonho de disputar o título da Copa do Mundo da África do Sul. Aos alemães resta agora lutar contra o Uruguai, no sábado, pelo terceiro lugar, posição em que ficou no Mundial passado, em 2006, que organizou. Löw estava desapontado duplamente porque a eliminação frustrou a tentativa de vingança dele e de seus jogadores da derrota na final da Eurocopa de 2008, também por 1 a 0. Nem por isso deixou de ser sincero ou ficou arrumando justificativas. "O toque de bola em velocidade da Espanha impediu que fizéssemos nosso jogo. Não conseguimos nos impor e eles ganharam". Para ele, a ausência de Thomas Müller - não jogou porque estava suspenso - ajudou a complicar o seu time. "Ele é jogador perigoso, corre muito e vinha fazendo gols. Sem dúvida, seria útil, mas não dá para contestar a vitória da Espanha". O treinador disse ainda que há uma diferença grande entre as duas equipes que ficou bastante clara nesta quarta-feira: "A Espanha conserva praticamente o mesmo time há 2, 3 anos. Então, são muito entrosados e quando encaixam as jogadas, é impossível para qualquer equipe neutralizá-los", analisou. "Nossa equipe foi montada há 6, 7 semanas e ainda estamos em evolução". Ele reconheceu que seu time, mesmo com a força do adversário, jogou um futebol bem abaixo da expectativa. Um dos maiores defeitos foram as bolas perdidas no meio de campo. "Desperdiçamos muitas bolas bobas. A gente não conseguia completar as jogadas", disse. O contrato de Joachim Löw com a seleção alemã está terminando e ainda não há garantia de que será renovado. Ele diz não estar preocupado e usa novamente o exemplo espanhol para dizer que, independentemente de quem seja o novo treinador, o caminho foi encontrado. "Do meu futuro eu trato depois da Copa do Mundo, mas essa equipe é muito boa e, assim como a Espanha, deve permanecer por muitos anos junta. O núcleo é esse, começamos o desenvolvimento". NA TORCIDA - Löw agora vai tentar "reanimar" seus jogadores para a disputa do terceiro lugar no sábado, contra o Uruguai, em Port Elizabeth. E já tem um palpite sobre quem será o novo campeão mundial: "É quase impossível ganhar da Espanha. Creio que têm tudo para chegar ao título", previu. Tristeza - O atacante Miroslav Klose resumiu o que foi o jogo de ontem. Honesto, ele admitiu a superioridade adversária. "Só temos de parabenizar a Espanha, que com tanta posse de bola nos fez correr atrás dela sem parar", disse o jogador do Bayern de Munique. O atacante estava desolado com a atuação de sua equipe. Para ele, o reencontro entre os dois times após dois anos foi doloroso. "Essa derrota foi mais dura do que a da final da Eurocopa (2008)", comparou. O capitão Philipp Lahm também lamentou a falta de ousadia contra a seleção da Espanha. "No primeiro tempo nos faltou coragem para atacar", falou. Decepcionado, o lateral-esquerdo avisou não ter vontade de entrar em campo sábado para enfrentar o Uruguai, na disputa pelo terceiro lugar. Sem culpa no gol tomando, o goleiro Manuel Neuer pediu para o grupo não abaixar a cabeça. "A decepção é grande, mas temos de estar relativamente satisfeitos pois fizemos um bom Mundial", resumiu.