ESPORTES
Quinta-feira, 04 de Setembro de 2008, 21h:42
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Leão é vítima de emboscada ao cobrar dívida no Santos
O técnico Emerson Leão foi vítima de uma emboscada ontem, por volta do meio-dia, quando saía da Vila Belmiro depois de fazer um novo acordo com a diretoria do Santos para receber, em seis parcelas, os R$ 700 mil que o Santos ainda deve pela rescisão de seu contrato, no dia 27 de maio deste ano. Leão se livrou do grupo liderado pelo ex-segurança do clube Marcos Antônio Castelão, mas, ao correr de volta para dentro da Vila Belmiro caiu e sofreu uma escoriação no braço direito. Funcionários e seguranças do clube impediram que o carro do técnico, estacionado numa rua perto do estádio, fosse depredado. "Quando eu deixava o clube, fui agredido pelas costas com um soco na cabeça. Virei e consegui me defender, mas por pouco não fui atingido por uma barra de ferro, com uma base de concreto (um pirulito, objeto usado na sinalização de trânsito). Se me acertassem, poderia morrer. Depois, voltei para dentro da Vila Belmiro", disse Leão, já no 2º Distrito Policial de Santos, depois de apresentar queixa ao delegado João Milhan Gonçalves. O técnico fez um Boletim de Ocorrência, por lesões corporais dolosas, e depois se submeteu a um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Santos. "Fico chateado pelo fato disso ter acontecido no Santos, onde trabalhei três vezes. Mas ao mesmo tempo estou satisfeito porque o principal agressor está identificado, vai ter que falar quem estava com ele e todos serão presos", resignou-se. Castelão era segurança do Santos e foi mandado embora depois de agredir, numa sala da Vila Belmiro, um fiscal do clube que teria insinuado a sua participação num esquema ilegal de venda de ingressos. Como dirigentes e outras pessoas, Leão presenciou as cenas e disse que ele não trabalharia mais no CT Rei Pelé. Ontem, Castelão e mais sete supostos integrantes de uma torcida organizada se vingaram. Segundo o conselheiro santista Francisco Oliveira, o Alemão, antigo colaborador do presidente Marcelo Teixeira, Castelão estava acompanhado de freqüentadores de bares das imediações da Vila Belmiro. De acordo com o delegado Milhan, o ex-segurança vai ser intimado a depor nos próximos dias para identificar os outros sete agressores. Se não comparecer, será preso. Após depoimentos dos agressores e testemunhas, serão juntados à peça policial os resultados exames periciais e de corpo de delito e um DVD com as cenas da agressão gravada pelas câmeras externas da Vila Belmiro.