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ESPORTES
Quarta-feira, 18 de Julho de 2007, 22h:00

Judô brasileiro estréia no Pan pensando em recorde de medalhas

VALÉRIA ZUKERAN
Da Agência Estado – Rio
O judô foi o esporte que mais conquistou medalhas para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo há quatro anos: foram cinco de ouro, uma de prata e quatro de bronze. A partir de hoje, no Riocentro, a equipe brasileira entra em ação no Pan do Rio com o objetivo de superar esse desempenho. De preferência, com 14 medalhas nas 14 categorias em disputa. As mulheres terão um papel decisivo na busca desse objetivo. Afinal, enquanto a equipe masculina do Brasil entra como favorita, a feminina tentará quebrar a hegemonia cubana em Jogos Pan-Americanos. No primeiro dia de disputa do judô, hoje, o Brasil será representado pelos pesados João Gabriel Schlitter (acima de 100kg) e Priscila Marques (acima de 78kg). Priscila, que está no seu terceiro Pan, confia na experiência adquirida nos Jogos de Winnipeg/99 e Santo Domingo/2003. Já Schlitter é um dos estreantes do Brasil no Pan e espera contar com o apoio da família e da torcida do Rio, cidade onde nasceu. "O importante é acordar bem, ficar concentrada e mentalizar boas lutas. A medalha é conseqüência", disse Priscila, cujo melhor resultado em Pan foi a medalha de bronze em Winnipeg. Depois, em Santo Domingo, ela sofreu uma lesão no cotovelo durante a competição e teve de desistir. Em seu treino de reconhecimento no Riocentro, a judoca admitiu ter sentido uma ‘boa vibração’ no ginásio. "E com certeza estarei mais motivada por causa das arquibancadas lotadas, com a torcida do seu lado." Sobre a meta do judô feminino brasileiro de quebrar a hegemonia cubana, Priscila está confiante. "Confio na preparação diferenciada que a equipe feminina vem fazendo desde o ano passado (as meninas tem procurado aumentar a força muscular e o intercâmbio internacional). Acabei, por uma fatalidade, não tendo a chance de disputar medalha em Santo Domingo, mas dessa vez acredito que a história será outra", afirmou. Schlitter, por outro lado, não esconde sua ansiedade por lutar. "A gente fica vendo as competições que já começaram pela TV e fica imaginando como será na nossa hora", contou o judoca. "Os dias começaram a passar mais rápido depois que chegamos na Vila " Ele espera contar com um apoio especial da torcida. "Será emocionante ter tantos amigos e parentes na arquibancada torcendo por mim", revelou Schlitter. RECORDES E ÍNDICES - Há muito em jogo para o judô do Brasil no Pan. A competição vale pontos para o ranking que definirá os classificados para a Olimpíada de Pequim, no ano que vem. Fora isso, a Confederação Brasileira de Judô estabeleceu que os homens que conquistarem ouro e as mulheres que obtiverem medalhas automaticamente serão os representantes do País no Mundial de Judô, que será realizado em setembro, no Rio. As exceções são nas categorias até 90kg, que terá Carlos Honorato como titular no Mundial - fora de forma, ele não foi ao Pan -, e até 81kg, que terá o titular definido entre Flávio Canto e Tiago Camilo, independente do resultado de ambos nos Jogos do Rio - Tiago Camilo está no lugar de Carlos Honorato na categoria até 90kg.

Edição EDIÇÃO 16968




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