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ESPORTES
Terça-feira, 22 de Junho de 2010, 20h:58

Jogadores não têm preferência sobre rival

MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
O empate basta para a seleção brasileira fechar a fase de grupos da Copa do Mundo em primeiro lugar. Mas o Brasil não quer apenas ser o campeão de sua chave. O objetivo é vencer Portugal, nesta sexta-feira, em Durban, para manter os 100% de aproveitamento e chegar com moral às oitavas de final Para os jogadores, pouco importa qual será o adversário no primeiro duelo eliminatório na África do Sul. Espanha, Chile, Suíça e Honduras brigam por duas vagas às oitavas no Grupo H. "É muito importante terminar em primeiro para ganhar moral. Você chega com mais confiança e ainda enfrenta um adversário teoricamente mais fácil", afirmou o zagueiro Juan, logo após a vitória sobre Costa do Marfim no último domingo. O "teoricamente mais fácil", neste caso, não se aplicaria para um cruzamento com os espanhóis. Os próprios brasileiros admitiram que a Espanha está entre os favoritos ao título. Apesar do discurso de que "temos que respeitar todos os adversários", Suíça e Chile, conhecido freguês do Brasil, não colocam medo nos comandados de Dunga. Felipe Melo avisa que o Brasil vai para cima de Portugal. "Não temos que escolher adversário. Temos que encarar todo jogo como uma final, independentemente se vier Espanha, Suíça ou Chile", afirmou o volante. "Vamos com a mesma pegada que tivemos nos primeiros jogos. Esperamos continuar nessa crescente", completou. Suspenso pela expulsão contra Costa do Marfim, Kaká também espera uma vitória sobre os portugueses para o Brasil entrar com o astral ainda mais elevado na primeira decisão da Copa. Nas oitavas de final, quem perder, volta para casa. "A gente vai para vencer. Queremos terminar em primeiro, mas, mesmo sabendo que o empate basta, uma vitória é fundamental para dar força e motivação para entrar nas oitavas" O camisa 10 revelou que tem assistido aos jogos dos possíveis adversários, mas rejeita apontar qual seria o melhor para o Brasil. Em uma breve avaliação, porém, já deixou claro qual seria o mais complicado. "A Espanha tem jogadores de talento individual e um conjunto muito forte", elogiou Kaká, sem esquecer de chilenos e suíços. "O Chile é mais o estilo sul-americano, sai para jogar, enquanto a Suíça é mais europeu, joga fechada, apostando no contra-ataque e na bola parada".

Edição EDIÇÃO 16968




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