ESPORTES
Sexta-feira, 25 de Junho de 2010, 20h:44
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Jogadores admitem que a seleção não jogou bem
MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado - Durban, África do Sul
O discurso dos jogadores da seleção foi uniforme depois do empate com Portugal, ontem, que deu ao Brasil o primeiro lugar do grupo. Para eles, o objetivo foi alcançado, mas o time não jogou bem. Daqui pra frente, admitiram, não se pode mais errar. O sucesso e o fracasso caminham próximos na fase decisiva da Copa do Mundo. "Erramos muitas bolas, algumas até ingênuas. Cometemos muitos erros nos passes. O Dunga teve razão em esbravejar à beira do campo porque não fizemos o que estamos acostumados", reconheceu Gilberto Silva, três Copas às costas. O volante deixou o estádio Moses Mabhida preocupado. Ele viveu os dois lados da moeda. Campeão em 2002 na Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul, Gilberto Silva estava em campo também na eliminação diante da França, há quatro anos na Alemanha. O Brasil foi derrotado por 1 a 0, gol de Thierry Henry, em uma falha de posicionamento em uma cobrança de falta. "Nas oitavas de final não podemos errar tanto como hoje (sexta). A pegada daqui para frente muda totalmente, não há espaço para tantos erros. As coisas serão mais complicadas agora. Todos precisarão se doar ao máximo", afirmou. Os companheiros concordaram com Gilberto Silva. A atuação contra Portugal não deixou ninguém feliz. "Não fizemos uma boa partida. Isso ficou bem claro no decorrer dos 90 minutos. Agora vamos descansar e trabalhar para na segunda-feira fazer uma boa partida", afirmou o lateral-direito Maicon, referindo-se ao jogo das oitavas de final. O zagueiro Juan reclamou da postura defensiva de Portugal, mas também reconheceu que o Brasil não foi bem. A lição fica para o primeiro jogo eliminatório. Dificilmente alguém atacará o time de Dunga. "Portugal optou por marcar mais atrás para explorar os nossos erros e conseguiu. Erramos alguns passes no meio de campo e demos contra-ataques para eles. Não foi o resultado que queríamos, mas foi o que deu para fazer". Julio Baptista, que não foi bem ao substituir Kaká, também engrossou o coro de um futebol mais eficiente para o Brasil não voltar mais cedo para casa. "O importante agora é não errar, tiro curto, nós temos que aproveitar as oportunidades, fazer os gols e seguir em frente. Jogo perfeito é aquele que você ganha".