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ESPORTES
Quinta-feira, 09 de Junho de 2011, 18h:58

PALMEIRAS

Frio obriga Felipão mudar o planejamento de treinos

A queda brusca de temperatura e a chuva que cai sobre São Paulo nesta quinta-feira provocaram uma mudança de planos no treino do Palmeiras na Academia de Futebol. Por causa do mau tempo, os jogadores de linha não foram a campo e fizeram aquecimento no ginásio do CT. Pelo cronograma inicial, os atletas usariam um dos gramados da Academia para fazer uma rápida sessão física sob comando do preparador Anselmo Sbragia, mas fizeram o trabalho em lugar fechado. Depois, o grupo seguiu para a musculação. Mas não foram todos os palmeirenses que fugiram da chuva, não. Os cinco goleiros da equipe principal foram a campo e participaram de uma forte atividade comandados pelo preparador Carlos Pracidelli. À tarde, o elenco palmeirense volta a treinar, desta vez com todos os jogadores no gramado. “Para quem viveu 10 anos na Europa, com chuva, frio, neve, está tudo bem”, brincou o meia Lincoln. O Palmeiras se prepara para enfrentar o Inter no domingo, no Beira-Rio, às 15h, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. CHATEAÇÃO - O número excessivo de lesões de Lincoln causa frustração em alguns torcedores do Palmeiras, que consideram o meio-campista capaz de ajudar decisivamente na criatividade do time. Mas o atleta não parece preocupado com aqueles que cobram sua maior participação nos jogos do Palmeiras. Ele não acha que carrega uma dívida por se machucar mais do que a média dos jogadores. "Por que estaria em dívida? Como vou jogar quando estou com lesão?", indagou o camisa 99, que seguiu com a explicação. "Posso ter dívida se entrar em campo 100 vezes e jogar mal em 90. Não posso falar em dívida se estou fora em 90 partidas", emendou. Na insistência das perguntas sobre as contusões, Lincoln chegou a citar novamente a questão financeira que carrega desde o ano passado junto ao Palmeiras. O atleta ressalta que ainda não recebeu o valor de 1 milhão de euros (pouco mais de R$ 2 milhões) que emprestou ao clube para a sua aquisição junto ao Galatasaray, da Turquia. "Nenhum jogador escolhe quando tem lesão. Acontece com todos os atletas, com alguns mais, com outros menos. Quando estou em campo, procuro fazer o melhor pelo Palmeiras. Para ser sincero, o meu custo-benefício está dentro do que existe, até porque vocês sabem da minha situação, sabem das coisas que resolvemos internamente", destacou. Em um ano e quatro meses de Palmeiras, Lincoln atuou em 43 oportunidades - a média anual de um time fica entre 60 e 70 jogos. Em 2011, foram apenas dez partidas em 31 do Verdão em função de lesões e também de não ser relacionado à espera de uma negociação que não foi viabilizada. "Se não estou muito em campo foi por opção do técnico ou, em outros momentos, por questão de lesão. Quando estou bem fisicamente, entro em campo. Se não estiver, vou me curar", justificou o jogador, que está à disposição para enfrentar o Internacional, domingo, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

Edição EDIÇÃO 16968




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