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Terça-feira, 15 de Junho de 2010, 21h:04

Eriksson diz que defesa da sua equipe foi bem no empate

O técnico sueco Sven Goran Eriksson chegou à Costa do Marfim, em março, com dois objetivos principais: dar um padrão tático e fortalecer o sistema defensivo. E no que depender de sua avaliação sobre o empate sem gols com Portugal, ontem, em Port Elizabeth, boa parte de seu objetivo já foi cumprido. Após a partida válida pelo Grupo G, o mesmo do Brasil, Eriksson enalteceu a atuação da defesa marfinense. "A gente precisa admitir que a defesa não foi perfeita, mas foi muito boa. Estou muito satisfeito com o desempenho do sistema defensivo", avaliou o treinador. Questionado se a Costa do Marfim ficou mais próxima da classificação, Eriksson negou ao fazer questão de lembrar da Coreia do Norte, seu último adversário da chave. "Coreia do Sul e Coreia do Norte estavam no mesmo grupo das Eliminatórias. E nas duas partidas, empataram. Não podemos menosprezar nenhuma equipe da nossa chave. Este empate foi importante, mas é difícil definir o que acontecerá", avaliou. Satisfeito com o empate, o treinador marfinense só reclamou de um fator: a Jabulani. "A bola realmente é mais difícil. Você percebe que é complicado dar direção aos chutes. Agora, não podemos fazer mais nada, até porque já estamos nos acostumando. Fica o ensinamento para a próxima Copa, de que é preciso ouvir mais os goleiros". PORTUGAL - O técnico Carlos Queiroz, por sua vez, considerou o empate em 0 a 0 entre Portugal e a Costa do Marfim um placar correto pelo que as duas equipes produziram dentro de campo. "O resultado foi justo pelas oportunidades que Portugal teve no primeiro tempo e pelos contra-ataques de Costa de Marfim", comentou o treinador ao atribuir as escassas chances de gol da equipe portuguesa ao sólido sistema defensivo do time africano. Apesar de não ter conseguido a vitória, Carlos Queiroz demonstrou ter ficado satisfeito com a atuação de seus comandados. "Costa do Marfim tem jogadores rápidos e Portugal foi suficientemente inteligente para não ir com muita gente para o ataque e correr riscos", analisou o treinador, que admitiu não ter ficado contente com a presença do atacante Didier Drogba no confronto. O jogador do Chelsea, que fraturou o cotovelo no último amistoso da Costa do Marfim antes do início do Mundial, foi autorizado pela Fifa a jogar com uma proteção na região lesionada. Carlos Queiroz questionou a entidade.

Edição EDIÇÃO 16968




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