Érika Miranda é cortada e Brasil fica com uma judoca a menos
Foi traumático o primeiro dia de trabalho da seleção brasileira de judô em Pequim. Dez horas após o desembarque, o grupo soube do corte de Érika Miranda dos Jogos Olímpicos. A atleta da categoria meio leve (até 52 kg) sofreu uma lesão no ligamento cruzado e no colateral do joelho direito no último dia de treinamentos no Minas Tênis Clube, em 22 de julho. No dia seguinte, viajou com o joelho inchado para o período de aclimatação no Japão, onde fez intensa fisioterapia, mas o médico Wagner Castropil, após uma ressonância magnética, ontem, decidiu pelo corte. Érika foi a primeira a garantir vaga na Olimpíada, ao ser quinta colocada no Mundial do Rio, ano passado. A judoca, que nasceu em Brasília, mas vive em Belo Horizonte, vai fazer musculação por três semanas e, após nova avaliação médica, será submetida a uma cirurgia. O tempo total de restabelecimento é de quatro a seis meses. "É muito triste ver um sonho acabar assim, mas tenho certeza de que terei uma nova chance na carreira", disse a atleta, de 21 anos, que lutaria no domingo. Ela foi avisada pela comissão técnica após o jantar e chorou bastante. "O que posso fazer para lutar?", foi sua primeira reação.