ESPORTES
Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013, 20h:13
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SÃO PAULO
Elenco reconhece o fraco futebol
Na reapresentação, os jogadores reconheceram que o time esteve irreconhecível na derrota para o Atlético-PR, domingo, em Curitiba
Apenas quem não viajou ou não atuou no fim de semana treinou com bola ontem, na reapresentação do elenco são-paulino, após a derrota por 3 a 0 para o Atlético-PR. Os titulares - segundo Aloísio, mais doloridos do que o comum - realizaram trabalho regenerativo. Questionado se concordava com a sinalização do técnico Muricy Ramalho de poupar jogadores nas próximas partidas do Campeonato Brasileiro, o atacante se mostrou favorável. "Acho que sim, porque a gente fez viagens longas", argumentou o jogador que mais vezes atuou no ano. "O corpo sente. A gente é feito de carne e osso. Às vezes, precisa ser poupado. Não que a gente queira, mas é preciso, porque cansa. Eu, particularmente, achei que poderia continuar jogando, que não ia acontecer nada, que não ia ficar dolorido, que as dores não iam chegar. Mas chegaram. Hoje, todos estavam com dores musculares", continuou. As últimas viagens longas foram pela Copa Sul-americana. Depois de ir a Medellín (Colômbia) para enfrentar o Atlético Nacional e avançar à semifinal do torneio continental, Muricy cogitou a hipótese de escalar uma equipe mista, mas desistiu e foi com força máxima à capital paranaense. "Cansa bastante. Tivemos jogos difíceis, duros. Na Colômbia, a gente marcou praticamente 90 minutos. Só que não podemos botar culpa no cansaço. Jogamos contra times bons. Há grandes times no futebol brasileiro. O Atlético-PR é um deles. Se tiver desculpa, é o Atlético-PR", disse Aloísio, sem querer atrelar o tropeço à parte física. Apesar do pedido do elenco, ainda não se sabe qual decisão o treinador tomará. O último treino antes do próximo compromisso (contra o Flamengo, amanhã, em Itu) será hoje, no CT da Barra Funda. "A comissão é inteligente. Vai saber poupar ou tirar jogador que precisa ser poupado. O Muricy vai saber poupar na hora certa. Quando ele me coloca no time, não me dá explicação. Quando me tirar, também não vai precisar me explicar, porque vou saber muito bem. Ele é um grande treinador e vai saber a hora certa", concluiu o atacante. Contratado no início da temporada, Aloísio não sabe se continuará por muito mais tempo no São Paulo. Seu vínculo atual vai até 30 de junho de 2014 e, enquanto não é procurado pela diretoria para estendê-lo, ele limita seus sonhos ao título da Copa Sul-americana deste ano. "Se teve (conversa), meu empresário não comentou comigo. Estou aqui há 11 meses. É óbvio que espero que renovem meu contrato. Tudo o que faço, é pensando no São Paulo. Mas eu não posso chegar na mesa do presidente e dizer que quero ficar. Vou continuar trabalhando. Tenho até junho para mostrar trabalho", disse.