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ESPORTES
Terça-feira, 22 de Junho de 2010, 20h:57

SEM PUNIÇÃO

Dunga ganha perdão

Fifa descartou punir o técnico brasileiro por ofensa a jornalista da Rede Globo de televisão em coletiva

JAMIL CHADE
Da Agência Estado - Bloemfontein, África do Sul
A Fifa usa dois pesos e duas medidas para avaliar o comportamento dos técnicos e jogadores em campo. Ontem, a entidade máxima do futebol anunciou que havia estudado as ofensas proferidas por Dunga após o jogo contra a Costa do Marfim, no último domingo, aos jornalistas e que optou por não puni-lo e nem mesmo abrir uma investigação formal. "O Comitê de Disciplina da Fifa avaliou o que foi dito e concluiu que não há base para tomar uma medida ou abrir uma investigação", explicou Pekka Odriozola, um dos porta-vozes da Fifa. A entidade avaliou as imagens da conferência, em que se vê Dunga ofendendo um jornalista da TV Globo. O técnico proferia as ofensas em um tom baixo. Mas o som foi captado pelos microfones Há poucos meses, o técnico da Argentina, Diego Maradona, foi punido com a suspensão de dois meses e uma multa de US$ 25 mil por também ofender jornalistas numa conferência de imprensa após conquistar a classificação para a Copa do Mundo. "Que chupem todos e que continuem chupando", disse Maradona aos jornalistas. Ontem, a Fifa disse que não abriria uma investigação formal contra Dunga e se recusou a fazer comparações entre os dois casos. Questionado sobre o motivo de a Fifa poupar Dunga e ter punido Maradona, Odriozola disse que não sabia dos detalhes da decisão e apenas repetiu que as imagens haviam sido avaliadas. "Não vou entrar em comparação entre os dois casos. Avaliaram o caso e indicaram que não há base para abrir um caso", disse. O chefe da divisão disciplinar da Fifa é o suíço Marcel Mathieu, que havia prometido ser duro contra ofensas durante a Copa. A Fifa tem em suas regras um artigo de seu código disciplinar que pune comportamentos que sejam considerados como ofensivos. Antes da Copa, a Fifa chegou a instruir seus árbitros a punir o uso de palavrões pelos jogadores e ofensas em campo. Wayne Rooney, atacante inglês, foi alertado por sua federação de que teria de evitar os palavrões, que tradicionalmente usa nos campos em seu próprio campeonato. LIBERAÇÃO - Em outro caso, a Fifa decidiu retirar as acusações contra duas mulheres holandesas que enfrentavam um processo por alegada participação em uma campanha de marketing de emboscada durante uma partida da Copa do Mundo. Elas estavam entre um grupo de mais 30 mulheres que assistiram na semana passada ao jogo entre Holanda e Dinamarca, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, usando vestidos laranjas pagos por uma cervejaria. Elas foram acusadas por conta de uma lei que contempla o marketing de emboscada, quando uma empresa se beneficia de algum evento sem pagar pela publicidade. No entanto, a Fifa, cujos patrocinadores têm direitos exclusivos de propaganda nos estádio, chegou a um acordo nesta terça com a Bavaria, na qual as partes concordaram em retirar as ações e também a não fazer mais comentários públicos sobre o caso. A Fifa disse que a Bavaria concordou em respeitar as políticas de mercado da Fifa até 2022. "Estamos felizes em voltar para casa e que a situação foi resolvida", disseram, em um comunicado, as duas mulheres holandesas, Barbara Castelein e Mirte Nieuwpoort. A Bavaria tinha pago para que as mulheres viajassem para a África do Sul e assistissem o jogo contra a Dinamarca, em 15 de junho.

Edição EDIÇÃO 16965




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